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Comunidade Oficina e convidados se reúnem para XIX CONESCO

Postada em Geral / Todos, 11 de Agosto de 2015

Evento organizado pelos próprios alunos reúne discentes, docentes e convidados em torno do tema do ano - "Cultura Popular" - e dos respectivos subtemas.

O último sábado (7) foi dia de pensar junto, partilhar saberes, debater ideias e dar mais um passo na consolidação de nossos projetos pedagógicos em 2015. Mais uma vez nossos meninos e meninas nos encheram de orgulho à frente do XIX Congresso de Estudantes do Colégio Oficina (CONESCO), um encontro que reuniu estudantes de todas as séries, professores, coordenadores e convidados especiais para debater o tema "Cultura Popular: Não há saber mais ou menos, há saberes diferenciados".
 
O evento é um dos mais importantes do calendário letivo da escola, momento em que os estudantes recebem palestrantes especialmente convidados para ajudá-los a aprofundar os conhecimentos e debater os subtemas de cada turma. Mas os aprendizados não param por aí. Além de toda a riqueza dos conteúdos trabalhados, o projeto também ajuda a exercitar a autonomia e incentiva o protagonismo dos alunos, que estão literalmente à frente da organização do evento, do começo ao fim, com o auxílio de professores e coordenadores. 
 
Eles se responsabilizam por tudo, desde o planejamento, seleção, convite e recepção de palestrantes, realização das inscrições, ambientação das salas, intervenções artísticas temáticas que ornamentam o colégio, distribuição de certificados de participação, divulgação, tudo. O esforço não passa despercebido: "Achei o evento muito bem organizado e estruturado com relação a todas as instalações, equipamentos, tempo de exposição e debates. Conhecia o projeto, mas não a fundo. Achei encantador!”, conta  Viviane Paraguaçu, educadora e mestranda do Pós-Cultura (UFBA), que participou de uma das mesas. 
 
O evento também encantou outra palestrante, a nutricionista Érica Santos, “pois soube que os discentes participam de todo o processo de criação e ornamentação, o que permite sua formação ética, política e social”.  Para Maíra Gramacho, professora do curso Pré-IFBA e graduanda em licenciatura em História, o CONESCO é um compromisso com a formação social dos alunos do Oficina: “Jovens, construtores de personalidades promissoras e desenvolvedores de ideias revolucionárias, possuem uma grande oportunidade por presenciarem esse projeto, e com sabedoria, aproveitam ao máximo fazendo perguntas e propondo situações”, opina. 
 
Na verdade o CONESCO faz parte de um processo muito mais amplo, que tem início ainda no ano anterior com a eleição de um tema que norteará todos os projetos pedagógicos do período letivo subsequente. Em 2015, o tema proposto foi: “Cultura Popular: não há saber mais ou menos, há saberes diferenciados”. O objetivo é fomentar, através da organização de mesas redondas por turmas, a reflexão e o debate a respeito de subtemas propostos pela direção da escola, que são desdobramentos do eixo principal, a exemplo de: “Os brinquedos e as brincadeiras populares”; “Os objetos de trabalho, seus diferentes significados e usos”; “A composição da mesa: o que é e o que não é comida - as receitas de todo dia e as comidas de festas”; “Mitos e personagens da cultura popular brasileira”; “O mundo é uma festa: cartografando festas populares brasileiras”; “Cultura popular e processos de globalização: a difícil articulação na produção das identidades sociais”, entre outros. 
 
A atualidade e importância do tema foi pontuada pelos palestrantes, a exemplo de Saulo Dourado, mestre em Filosofia pela UFBA, professor e escritor, para quem “O tema ‘Cultura Popular’ está vivíssimo e urgente. Se pegamos filmes como ‘Tarja Branca’, ‘Brincante’ e ‘Quando sinto que já sei’, lançados nos últimos anos, vemos como o resgate da discussão sobre cultura popular com educação é um projeto de melhora social. Antes discutíamos como salvar a cultura popular, hoje discutimos como ela pode nos salvar. Acho que é este princípio de alegria, de coletividade e de pertencimento que existe e se faz tão importante”. 
 
Carla Freitas, mestranda da pós graduação em Cultura e Sociedade (UFBA) e pesquisadora em Cultura e Sexualidade, também deu sua opinião e considera o tema "Sensacional e muito pertinente. Ainda mais na era digital onde todo produto cultural e formas de cultura podem ser acessados com mais facilidade, e por outro lado , há um movimento forte de higienização cultural, logo, hierarquização, onde uma cultura tende a ser lida socialmente como superior a outra. Exercitar a leitura critica sobre esses aspectos garante a sensibilização e o posicionamento políticos em diversos setores da vida pública e privada". 
 
O aluno André Gusmão, do 8º ano B, concorda: “Gostei muito do tema, porque Cultura popular é a nossa cultura do dia a dia e a gente precisa aprender a valorizar isso”. Ele considera que esse momento do CONESCO é importante para se aprofundar nos temas propostos e, futuramente, ter mais bagagem para a construção da apresentação do Oficina in Concert.
 
A vice-diretora Teresa Vieira, que também coordena o projeto, analisa que existe, hoje, um interesse e envolvimento ainda maiores dos alunos por conta dessa conexão do CONESCO com o Oficina in Concert: “Eles tornam-se mais exigentes, no sentido de querer se apropriar mais do conteúdo, se tornam mais responsáveis, a postura mudou muito. A gente percebe que eles chegam já muito bem informados, mas querem extrair dali ainda mais ideias e informações para ajudá-los, futuramente, no preparo do roteiro de cena do OIC”. 
 
A psicóloga Samira Simon, que participou como palestrante e tem um filho no 6o ano, é uma mãe "estreante" na escola mas aprova o que viu: "Estar aqui hoje pra mim foi importantíssimo, porque estou percebendo a atmosfera da escola, tendo um retorno mais claro, mais preciso, do que é que está sendo feito, como é que está sendo a construção de tudo. Pra mim foi riquíssimo poder participar e ver a grandiosidade que é o CONESCO. A gente ouve muito falar do Oficina in Concert, mas a divulgação do CONESCO acaba sendo mais restrita, até por ser um evento interno, então eu não sabia da dimensão disso. Imaginei que era muito bom pra eles como trabalho de grupo, mas na verdade tem uma dimensão muito maior. Você vê o protagonismo, a participação, o engajamento deles e o próprio ambiente, de ter as crianças e os adultos, profissionais da escola, professores, diretores, todo mundo aqui, isso é muito bom. Achei fantástico ver  eles ocupando o lugar de protagonismo, de ação, assumindo seus papéis, fantástico. Gosto de enfatizar isso para que a gente tenha mais momentos assim, ou que de alguma forma isso chegue aos pais. Acho que levar isso aos pais alimenta nossa alma... ". 
 

 

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