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Fomes do mundo são tema do XXI CONESCO

Postada em Geral / Todos, 08 de Agosto de 2017

O Congresso é produzido pelos alunos dos Ensinos Fundamental e Médio e envolve toda a Comunidade Oficina, sendo um dos principais eventos do calendário escolar.

O primeiro Congresso de Estudantes do Colégio Oficina (Conesco) aconteceu em 1997 com propósito de criar situações didáticas que associassem a noção de interdisciplinaridade enquanto método e atitude diante do conhecimento. De lá para cá foram 21 edições, cada uma tendo um eixo diferente ao qual chamamos “Tema do Ano” e que norteia os trabalhos durante todo o período letivo culminando com o Oficina in Concert (OIC) - aula pública coreográfica realizada no Teatro Castro Alves. 
 
O Congresso é produzido pelos alunos dos Ensinos Fundamental e Médio e envolve toda a Comunidade Oficina, sendo um dos principais eventos do calendário escolar. Divididos por turmas, os próprios estudantes organizam as mesas redondas, convidam palestrantes especializados nos subtemas, realizam a ambientação das salas, mesas e instalações artísticas nos espaços do Colégio, e ainda responsabilizam-se pela comunicação do evento. É, principalmente, um momento de amadurecimento conceitual e aprofundamento teórico de assuntos que darão embasamento para a construção OIC. 
Para Marcelo Faria, consultor temático do Oficina, a escola (em geral) já há algum tempo tem privilegiado os conteúdos conceituais em detrimento da reflexão e dos procedimentos de produção de conhecimento. Nesse contexto, para ele, o Conesco é o que há de mais interessante na escola hoje: “Não falo isso apenas como profissional da educação, mas como pai. É incrível como esses projetos – para além dos conteúdos – fomenta o que chamo de virtudes intelectuais. A dúvida, a vontade de conhecer, de acessar o mundo pelo conhecimento, etc. Acho isso fundamental para a formação de todas as pessoas, até mais importante que conteúdos que foram eleitos como parte importante do currículo oficial e que, passado o ENEM ou algum exame vestibular, são de validade duvidosa para a formação dos estudantes”. 
 
Para ele o tema deste ano,  “Você tem fome de quê?” é importante pois promove reflexões sobre o mundo tal qual ele é, sem muito compromisso com disciplinas fragmentadas “que cumprem lá sua função, mas que em determinado momento parecem ter vida própria”. Ele explica que há, hoje, na escola, muitos conteúdos trabalhados com um fim em si mesmo, sem relação com o mundo dos meninos, mesmo que simbólica. Discutir essas fomes – de saber, liberdade, direitos, de alimento, de mundo, de respeito, fome “do outro”, entre outras – com os meninos, ainda mais tendo sido possível consultar-lhes sobre quais deveriam ser estas “fomes” trabalhadas, torna a experiência de aprendizagem ainda mais interessante e significativa. 
 
A artista visual Ludmila Britto, que já foi professora da escola e participou como convidada, acredita que o projeto é importante por despertar o olhar crítico dos alunos para várias questões sociais, políticas e culturais: “É um momento de pensar novas maneiras de ensino-aprendizagem, colocar os diferentes saberes de forma integrada”.
 
O tema do ano, para ela, dá margem a discussões super necessárias no contexto atual. Participante de uma mesa sobre “Fome de ideologia”, ela acredita que  discutir esse assunto com os alunos “consiste justamente em fazê-los enxergar a potência da imaginação e da criatividade no desenvolvimento de ‘projetos’ que visam a mudanças/transformações sociais, políticas, culturais, etc. Todos podemos ser (e efetivamente somos) agentes sociais ativos, e a confiança no outro é a chave para qualquer tipo de transformação, para que não nos deixemos instrumentalizar de maneira acrítica pelas ‘ideologias’ vigentes”. 
 
A ex-aluna Pâmela Santiago, que há 3 anos participa como coreógrafa auxiliando turmas no Oficina in Concert, faz questão de estar presente todo Conesco: “Estar ‘do outro lado’ tem sido incrível. Há três anos que eu faço coreografias para o OIC, sou  apaixonada pelo projeto, e acho que o CONESCO auxilia muito, é super esclarecedor. Os temas normalmente são muito abstratos e até difíceis de se traduzir para uma coreografia de apenas 5 minutos. O CONESCO esclarece, ajuda mesmo”. 
 
Como ex-aluna, Pâmela acha que “a importância do evento é abranger alguns temas que a gente não vê sempre no Colégio, de uma forma didática, trazendo palestrantes com novas visões. Acho também que quando são os alunos que organizam tudo, eles ficam mais empolgados, curiosos, envolvidos”. 
 

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