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CONESCO DISCUTE O BRASIL QUE TEMOS E O QUE QUEREMOS

Postada em Geral / Todos, 30 de Julho de 2018

Um congresso organizado por alunos, para alunos e que auxilia na construção de conhecimentos tanto teóricos quanto práticos extremamente relevantes para os nossos meninos e meninas: este é o CONESCO, o Congresso de Estudantes do Colégio Oficina

CONESCO DISCUTE O BRASIL QUE TEMOS E O QUE QUEREMOS

 

Um congresso organizado por alunos, para alunos e que auxilia na construção de conhecimentos tanto teóricos quanto práticos extremamente relevantes para os nossos meninos e meninas: este é o CONESCO, o Congresso de Estudantes do Colégio Oficina.
O evento chegou à sua XXII edição em 2018 e ocupa um dos principais "postos" no calendário letivo da escola. Une teorias, práticas, ajuda a desenvolver competências e habilidades, a partir da organização de mesas redondas por parte das turmas, com convidados de dentro e fora do âmbito da escola. Quer saber melhor como funciona tudo isso? Vamos lá, a gente explica!

A escola atual não pode ficar isolada e alheia ao que acontece fora dos seus muros. Pensar sobre as questões que nos inquietam, debater as causas e consequências destes problemas, para assim construir caminhos em busca de soluções é o nosso papel, como instituição de ensino. Afinal, é no ambiente escolar que podemos despertar o olhar do cidadão crítico, consciente, que respeita o outro e não se isenta diante das mazelas cotidianas.

Tendo isso em vista, o Oficina trabalha com um calendário de projetos pedagógicos. Todo o processo começa, ano a ano, com a definição de um grande Tema. Este tema, por sua vez, sofre "recortes", ou seja, é dividido em subtemas que são distribuídos por cada turma da escola. Em 2018, por exemplo, o tema geral escolhido pela direção junto ao corpo técnico e pedagógico foi "Brasil: quando vi você, me apaixonei...". A partir deste tema central, as turmas se debruçam sobre tópicos bastante variados. Alguns exemplos dos subtemas de diferentes turmas este ano, são: "A matriz indígena para além do exótico"; "A questão da água: escassez, abundância e as possibilidades de geri-la de forma sustentável"; "O povo brasileiro em diversos momentos do cinema nacional" e "1968 – 2018: avanços e permanências na luta pela democratização do Estado", "Que outro Brasil é possível?", entre outros.

É justamente durante o CONESCO que as turmas se aprofundam mais nesses subtemas, tendo a oportunidade de ouvir o posicionamento de especialistas, pesquisadores e profissionais de fora da escola, que atuam ou estudam questões relacionadas aos mesmos. Cada turma organiza, assim, mesas redondas com em média 2 convidados para discutirem seu subtema específico. Os conhecimentos construídos durante esse processo subsidiarão, mais à frente, no encerramento dos projetos pedagógicos, a construção de um roteiro de cena de 5 minutos que constitui parte do projeto final da escola, o Oficina in Concert.

Para a professora Maria Dulce Almeida, os projetos do Oficina têm uma importância para além do pedagógico: "São Projetos de grande responsabilidade e comprometimento com o desenvolvimento humano em diversos aspectos. Penso que cada um deles, dentro de seus objetivos, estão interligados rumo ao exercício da cidadania".

Ela acredita que, dentro do contexto de projetos da escola, o CONESCO é aquele que instrumentaliza, sensibiliza, discute, debate e prepara os meninos e meninas para o entendimento e alcance do tema do ano, além de proporcionar o encontro de diferentes ideias e posicionamentos através dos palestrantes.

O papel de ARTES também deve ser reconhecido nesse Projeto. Os alunos, sob a orientação e coordenação do departamento de Artes, produzem ambientações para as salas onde acontecerão as mesas, cada qual de acordo com o respectivo subtema. Eles também se responsabilizam pela idealização e execução de instalações artísticas relacionadas aos temas, que ficam expostas nos ambientes comuns da escola, convidando toda a comunidade escolar a pensar sobre as questões que estão sendo debatidas.
Como a organização do evento é feita por eles, os estudantes têm uma grande responsabilidade sobre a construção do próprio aprendizado.

A aluna Alice Didier, que participa do projeto desde o 6o ano do Ensino Fundamental e em 2018 está se despedindo da escola, prestes a concluir o E.Médio, conta que sempre gostou de estar à frente dos projetos, que são sua parte predileta dentro da rotina escolar. Este ano, por exemplo, ela foi eleita representante do CONESCO e avalia a experiência como bastante enriquecedora:
"É diferente. Desde a quinta série a gente participa, sabendo que no ano seguinte tem mais. Dessa vez, não tem. Foi estranho, eu pensei: caramba, está acabando mesmo. Eu sempre gostei muito de participar dos projetos, é a parte que mais gosto no Oficina. Quando a gente chega ao último ano, já dá até uma saudade".

Em relação ao tema desse ano, eu achei muito pertinente, principalmente pela oportunidade de repensar o Brasil como país. Eu sou 3o ano, eu já voto e estamos às vésperas de eleições, né? Então é uma hora bem importante para a gente questionar o Brasil que temos e o que queremos, ter uma visão maior, entender os processos históricos do Brasil".

A coordenadora geral do Projeto e também coordenadora do Ensino Médio, Teresa Cristina, Têca,  avalia da mesma forma: "É um momento especial para se discutir o tema 'Brasil'. Por tudo que está acontecendo no país, é fundamental essa tentativa de "passar o país a limpo" e discutir com os meninos o Brasil que a gente não quer, para tentar chegar ao melhor Brasil que nos seria possível. Não é algo fácil, pois trata-se de um processo histórico que não se inicia hoje. Temos que ter o cuidado, inclusive, de não passar a ideia de que está TUDO errado, de que temos que jogar tudo que temos construído fora para construir tudo novo, do zero. Acho que no momento que vivemos, é realmente um tema que precisa ser abordado e discutido cada vez mais com as novas gerações, afinal, são eles que tomarão as rédeas do futuro do nosso país."

O palestrante Arnaldo Santana, que também com os alunos da 1a série A sobre o tema "AS MINORIAS E SUA LUTA POR AFIRMAÇÃO NA ESFERA PÚBLICA, OU O QUE QUEREM AS RUAS?", conta que ficou muito feliz pelo convite: "É bem motivador para mim como ativista e profissional poder compartilhar minhas experiências com outras pessoas e fazer com que elas entendam coisas a partir de como vejo aquele tema. A turma foi bem legal, participou e contribuiu com os temas. Não tinha conhecimento do evento, gostei muito de ter participado".


A ativista Lorena Lacerda, também palestrante desta mesa, enfatiza a importância dos debates propostos: "Foi incrível essa experiência, eu acho de suma importância estar nesses espaços, enquanto mulher, negra, militante, feminista negra, interseccional. Acho MUITO importante estar ali também, enquanto organizadora da marcha do empoderamento crespo de Salvador. Ela considera que estar nas escolas, pautando esses debates, é fundamental: "Eu considero que a luta antirracista tem que partir de todos os setores da sociedade. Enquanto negros, somos diretamente afetados, mas a sociedade inteira precisa se responsabilizar e se engajar nesse debate, se comprometendo com essa luta. São pautas urgentes para a melhoria e o desenvolvimento social, para que a gente tenha uma sociedade mais justa e igualiltária para todos. A educação é um instrumento transformador e ela precisa ser antimachista, antirracista, antiLGBTfóbica. Por isso, considerei muito importante aquele espaço, aqueles debates, e estarmos ali no Congresso dos alunos e alunas do Colégio Oficina".

 

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