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  • TEMA DO ANO | SUBTEMAS E RECORTES

Subtema 1ª série 2019

  • A CIÊNCIA, A FILOSOFIA E A RELIGIÃO: quem será que tem razão?
  • Os problemas humanos em debate nas fronteiras do conhecimento.
  • Se Deus não existe, tudo pode?
  • Os horizontes da ciência: fronteiras a serem transpostas.
  • Ciência e tecnologia: as novas fronteiras do conhecimento: DNA, nano, etc.
  • Os limites éticos da ciência: o que e quem define o que pode e o que não pode?
  • As tecnologias e as novas fronteiras.
  • Onde estará o limite?

FRONTEIRAS DO CONHECIMENTO # LIMITE ÉTICO DAS DESCOBERTAS

 

Turma A –Ciência e tecnologia: as novas fronteiras do conhecimento: DNA, nano, etc.

A história das ciências é bastante complexa, cheia de bifurcações, desvios, saltos. A descoberta do DNA (Johann Friedrich Miescher1869) impulsionou, ao longo do século XX diversos estudos que botaram a biologia clássica de ponta cabeça, abrindo novos horizontes de descobertas e desenvolvimento do campo científico. Os avanços derivados na agricultura, na engenharia genética, na medicina – e biomedicina –, etc. têm fascinado os cientistas que depositam grandes esperanças para novas conquistas sociais no futuro próximo, desbravando novos campos de atuação desde a produção de alimentos e fármacos, no tratamento de doenças e melhoria nas condições de vida das pessoas na Terra.

Essas inovações implicam, ou deveriam implicar, uma responsabilidade social sobre sua produção, que permita a democratização de acesso às conquistas. Neste sentido, propomos analisar as conquistas da ciência a partir de dois horizontes (duas fronteiras) de ação: examinar os recentes avanços científicos derivados das descobertas do DNA e da engenharia genética; e as possibilidades de se desenvolver estratégias de acesso social à essas conquistas.

 

Turma B –As tecnologias e as novas fronteiras. Onde estará o limite?

O desenvolvimento tecnológico é também um fator importante de ultrapassagem dos limites – das fronteiras – do conhecimento. O telescópio de Galileu permitiu um novo patamar de observação astronômica, assim como a recente revolução microeletrônica permitiu produzir, processar e armazenar muitos dados com impactos significativos na produção científica que se amplia a cada dia. Segundo Sevcenko,

A fronteira do conhecimento se desloca para um novo patamar, especialmente se tomarmos a velocidade de inovação do conhecimento proporcionada pelas tecnologias e os grandes investimentos destinados ao seu desenvolvimento. Os avanços têm deslocado fronteiras em dois sentidos que merecem nossa atenção: no embaralhamento das fronteiras entre as diferentes áreas; e na ultrapassagem de limites conceituais e/ou materiais considerados, até muito pouco tempo, insuperáveis.

Estudar algumas dessas conquistas e a nova agenda que se coloca para o conhecimento é o objetivo de nossa proposição.

 

Turma C –Os limites éticos da ciência: o que e quem define o que pode e o que não pode?

Recentemente, abrindo o portal de notícias UOL me deparo com a seguinte matéria:

O cientista chinês He Jiankui justificou nesta quarta-feira (28/11/2018) a “validade” de seu experimento, no qual afirma ter criado os primeiros bebês geneticamente modificados do mundo sem nenhum tipo de apoio institucional, e anunciou que há outra mulher grávida de um embrião cujos genes também foram modificados[1].

O desenvolvimento do conhecimento científico abre, sem dúvidas, muitas portas para a criação e para o aperfeiçoamento do conhecimento, no entanto, mais do que nunca, marca a importância de uma discussão ética em torno do controle das pesquisas científicas especialmente daquelas que envolvem mutações genéticas, sejam em experimentos com seres humanos, seja com demais formas de vida. Devemos confiar na responsabilidade dos cientistas para com a humanidade ou será necessário criar mecanismos de controle? Quem deve, de fato, controlar a ciência e sob quais critérios? O que está em jogo são os limites – as fronteiras – éticas que não se quer (ou não deve) ultrapassar.

 

 

[1] Veja mais em https://noticias.uol.com.br/ciencia/ultimas-noticias/efe/2018/11/28/cientista-chines-justifica-manipulacao-genetica-e-diz-que-ha-outra-gravidez.htm?cmpid=copiaecola

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