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  • TEMA DO ANO | SUBTEMAS E RECORTES

Subtema 6º ano 2019

Borges dizia que se aproximava do mundo, em primeiro lugar, pela literatura. Pode parecer um exagero do bruxo argentino, mas, sem dúvida, vivemos um momento em que os signos e as obras literárias e demais formas de expressão adentram o mundo ofertando significados, torcendo entendimentos, produzindo – em nossas interações, sentidos.

Refletir em torno da relação fronteiriça entre a ficção e a realidade buscando melhores compreensões do mundo em que vivemos é a missão deste grupo.

(MITOS LENDAS CRENÇAS HERÓIS)

FRONTEIRAS ENTRE O REAL E O IMAGINÁRIO; ENTRE O FICCIONAL E O OBJETIVO

 

Turma A – O que faz de um herói, herói? Por que os criamos e gostamos deles?

Podemos dizer que um herói é um ser humano que realiza com coragem, inteligência, honestidade, ética e bravura, algo extraordinário, que tem por finalidade transpor difíceis obstáculos, ou mesmo salvar seu povo de uma situação de risco. O herói é alguém diferenciado entre nós, alguém que enfrenta de peito aberto, e de forma altruísta, os obstáculos do mundo e depois retorna a ser “um dos nossos”.

Entre nós, os heróis gregos são os mais conhecidos, mas há também os super-heróis (esses dotados de superpoderes que ajudam no combate aos perigos e ataques externos e internos) americanos, heróis produzidos nas narrativas históricas, e por ai vai. Em quase todos as narrativas heroicas há um caminho percorrido que pode ser definido pelos passos que seguem:

Através da consulta à jornada de alguns heróis podemos pensar quais razões teriam levado à suas criações e o que será que eles tentam nos ensinar através de suas jornadas, seja da sua condição de herói, seja da mensagem coletiva de suas ações.

 

Turma B – Diálogos cosmogônicos:

Cosmo. Do grego kosmos. 1. Palavra grega que significa “ordem”, “universo”, “beleza” e “harmonia” e que designa, em sua origem, o céu estrelado enquanto podemos nele detectar certa ordem: as constelações astrais e a esfera das estrelas fixas. Por extensão, designa, na linguagem filosófica, o mundo enquanto é ordenado e se opõe ao caos. Cosmogonia. Teoria sobre a origem do universo geralmente fundada em lendas ou em mitos e ligada a uma metafísica. Como não houve testemunhas, as teorias da formação do mundo assentam-se na (cosmogonias religiosas) ou no cálculo (cosmogonias astronômicas).[2]

Em todas as culturas – nos diversos momentos históricos – houve tentativas de organizar, através de narrativas, a origem do mundo e seu funcionamento. Mesmo diante de uma diversidade cultural incrível – no tempo e no espaço – muitas narrativas “cosmogônicas” se aproximam ou quase se repetem, outras se distanciam de tal forma que poderíamos suspeitar que não pertencemos à mesma espécie. Como explicar isso? Haveria algo comum, partilhado, na condição humana e na forma como nos relacionamos com o universo que faz com que narremos de forma aproximada? Como explicar o contrário, isto é, a distância entre representações sociais diversas?

De fato, parece que nunca poderemos responder a essas perguntas, o que não nos impede de conhecer sua diversidade, aproximações e distanciamentos, de tal forma que possamos refinar nossas representações e entendimentos do mundo, afinal, como é mesmo que isso começou, e como se organiza?

 

Turma C – Mitologias Brasileiras e Identidade Nacional.

Boitatá, Curupira, Boto, Saci-pererê, mula sem cabeça, Comadre Fulozinha e muitos outros personagens contribuíram de forma significativa para a produção de uma cultura popular no Brasil – ou seriam culturas? – construindo todo um jeito de olhar para o mundo, de ser e de estar nele. Muitos desses personagens permanecem em nossa memória coletiva produzindo referenciais identitários, mesmo diante de um processo bastante radical de “modernização da sociedade” que os fazem parecer meio ingênuos ou ultrapassados.

A urbanização recente da sociedade brasileira suscitou a construção de novos personagens míticos que vieram a se agregar aos antigos – muitas vezes os substituindo – com impactos importantes na construção da (s) identidade (s) nacional (is).

Prescrutar alguns desses personagens, e suas histórias, atravessando fronteiras entre mito e realidade, e rompendo as fronteiras entre passado e presente para a compreensão da cultura brasileira. Em cada um de nós, e todos nós enquanto grupo, habitam essas lendas e histórias, essas personagens que sugerem que nos perguntemos: quem somos nós?

 

Turma D – Heroínas: entre a ficção e a realidade.

Quais os perfis e os papeis das mulheres nas narrativas ficcionais e históricas? As mulheres, embora presentes em diversas obras de ficção e em todos os momentos e eventos históricos, pouco aparecem como protagonistas nas narrativas humanas. Uma hipótese possível é que os narradores foram, primordialmente, homens que construíram essas narrativas a partir de suas perspectivas. Recentemente, a presença feminina tem sido ressignificada tanto na ficção como nos registros históricos, levando inclusive a um revisionismo da produção anterior, resgatando o papel do feminino na história.

O protagonismo feminino desempenhado por heroínas, super-heroínas, personagens ficcionais e históricas, redefinem o papel do feminino na construção do imaginário coletivo, redefinindo narrativas e, em certas situações, reinventando histórias.

Investigar o protagonismo feminino em alguns mitos e narrativas ficcionais, assim como na história, pode ajudar a compreender e postular novas representações do feminino no mundo contemporâneo que permita reconstruir o papel da mulher na ficção e na produção da história.

 

[1] Adaptado de https://www.youtube.com/watch?v=eOkMdQa3j0w  consultado em 31 de março de 2019 as 22:00.
[2] Obtido em Dicionário de filosofia https://sites.google.com/view/sbgdicionariodefilosofia/cosmo-cosmologia-cosmogonia-cosmovis%C3%A3o acessado em 31 de março de 2019. 20:32.

 

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