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Subtema 3ª série 2023

3ª série – Novas narrativas : o ser humano na dinâmica da comunicação

Toda organização da sociedade humana depende da comunicação. As decisões humanas dependem de consciência e conhecimento. E o conhecimento depende intrinsecamente da comunicação. O que acentua a importância de se colocar a vida humana no centro de um novo modelo de sociedade e de se reconhecer a ligação entre produção, reprodução e a centralidade da comunicação nesse processo humano? 

Os processos tecnológicos contribuíram para a centralidade que a(s) mídia(s)a e a comunicação desempenham no mundo contemporâneo e sugere que todos nós, que vivemos essa experiência, nos esforcemos para interpretá-las em suas possibilidades e limites – bem como em alguns problemas sociais decorrentes de seu alto grau de desenvolvimento – a fim de nos relacionarmos da melhor forma possível com esses recursos. O ciberespaço se tornou nosso novo ambiente? O sociólogo Manuel Castells nos aponta para possibilidades de mobilização pelo campo virtual, mas outros teóricos indicam os perigos de um chamado pós-humanismo. 

https://www.migalhas.com.br/depeso/337528/evolucao-da-comunicacao-e-sua-importancia

Adaptação de MÍDIA E COMUNICAÇÃO: UM MUNDO INTERLIGADO EM REDE por Marcelo Fariahttps://sampi.net.br/bauru/noticias/2065525/articulistas/2022/07/a-importancia-do-livro-para-a-sociedade#:~:text=O%20livro%20%C3%A9%20de%20fundamental,atuando%20como%20vetor%20do%20conhecimento. Acesso em 06.03.2023.

Subtema 2ª série 2023

2ª série – Social é a mídia. Social é a rede.

Talvez seja a hora de praticar a comunicação, voltando ao básico do contato social. Talvez, uma maneira de realinhar as sociedades digitais e o mundo real seja começar escrevendo uma carta para alguém de quem você gosta. O que podemos chamar de eu depois de Nietzsche, Freud, Lacan, Foucault, Deleuze e Bauman? Como a definição de eu incide no entendimento do cenário de transformações mentais, sociais, culturais, econômicas, científicas, políticas e biológicas que se disseminam desde o final do século XX? A suposição de base é que essas transformações suscitaram outras concepções para entender os modos de ser e estar da espécie humana no aqui e agora, alterando o sentido do termo “eu” e de suas interseções teóricas (sujeito, subjetividade, indivíduo, ontologia).

Fonte: https://repositorio.ufjf.br/jspui/handle/ufjf/1706

2ªA – Tempos líquidos, vidas líquidas – A importância da interação e dos relacionamentos humanos em uma sociedade cada vez mais online.

O ritmo em que tentamos nos comunicar hoje e a mídia à qual temos acesso sem precedentes estão corroendo as bases da comunicação. A insegurança é a marca fundamental dos tempos líquido-modernos. Terrorismo, crime organizado, desemprego e solidão: todos esses são fenômenos típicos de uma era na qual a exclusão e a desintegração da solidariedade expõem o homem aos seus temores mais graves.

2ªB “A poesia tem comunicação secreta com os sofrimentos do homem”, Pablo Neruda

O homem sempre encontrou formas de externar a sua dor de maneira indireta e, às vezes, até imperceptível. A poesia é um canal fluido e inconstante para manifestarmos nossas necessidades. É uma maneira indireta de se comunicar, fazer ser ouvido com beleza, ainda que motivado pela tristeza. Antonio Francisco traz uma das frases sobre comunicação mais significativas, pois fala de oposição. Fazer a comunicação somente é possível quando os dois participam ativamente desse processo. Todavia, isso fica impossibilitado de acontecer dada à:  falta de disposição ao que é diferente. Evitar a comunicação motivado pela diferença, perpetua a ignorância. Sendo assim, não há enriquecimento da reciprocidade pela diversidade. No momento em que nos permitimos ceder ao outro, entender suas palavras e projetar as nossas, conseguimos a verdadeira comunicação.

Os homens das cavernas, com sua estrutura cerebral mais limitada e rudimentar conseguia se comunicar através de formas mais simplificadas e menos refinadas como gestos, posturas, gritos e grunhidos. Acredita-se que em um determinado momento desse passado, esse homem primitivo desenvolveu aos poucos a estrutura de aprendizagem que o fez conseguir se relacionar com objetos, conseguir criar utensílios que o auxiliassem na caça e proteção e o mais importante, adquiriu a capacidade de perpassar esse conhecimento entre as próximas gerações através de gestos e repetição do processo, criando assim, uma forma primitiva e simples de linguagem. Agora, imagine o processo de comunicação e aprendizagem depois do advento da tecnologia e da internet. Tudo isso nos fez questionar nossas vidas, nosso valor e nos levou a acreditar que… Quantidade importa mais que qualidade. A imagem importa mais do que a autenticidade. A popularidade importa mais do que o conteúdo. Números importam mais que o significado. Tendências importam mais que a relevância. O engajamento suprimiu a empatia em troca dos sentimentos efêmeros que acompanham as curtidas.

Veja mais em https://noomis.febraban.org.br/especialista/brian-solis/a-importancia-da-interacao-e-dos-relacionamentos-humanos-em-uma-sociedade-cada-vez-mais-online

Sugestão: – “se eu tivesse mais tempo, teria escrito uma carta mais curta”. – Veja mais em https://noomis.febraban.org.br/especialista/brian-solis/a-importancia-da-interacao-e-dos-relacionamentos-humanos-em-uma-sociedade-cada-vez-mais-online

Subtema 1ª série 2023

1ª série – A televisão

Com a televisão, inventada por volta da década de trinta, mas difundida em massa a partir da década de 60, a comunicação alcançava um novo patamar. As transmissões jornalísticas ganhavam um realismo inédito, como na transmissão da morte de J. Kennedy em Dallas – Texas, em 22 de novembro de 63, ou de seu irmão Robert Kennedy, em 6 de junho de 68, a chegada do homem na Lua, a guerra do Vietnã e muitos outros “fatos” que entraram para a história. 

1ªA – Seriados e novelas – uma paixão nacional!

Os seriados e novelas vêm, desde há muito tempo, entretendo multidões presas às suas produções. Espectadores, mais ou menos apaixonados, não apenas assistem as produções, como as transformam em temas de conversas em casa, nos restaurantes, nos pontos de ônibus, nos botequins, etc. construindo identificações, estranhamentos e, em qualquer um dos casos, produzindo sentidos. No Brasil, a teledramaturgia é um caso à parte, operam às vezes como uma caixa de ressonância dos processos sociais, outras como orientação de modas e comportamentos.      

1ªB – Os Festivais da Canção – da televisão ao disco de vinil – Lado A e lado B

Processos sócio culturais, como a revolução dos comportamentos da contracultura, ou do Tropicalismo certamente não teriam o mesmo efeito sem o acompanhamento da mídia, por exemplo, no caso brasileiro, com programas como a Buzina do Chacrinha, ou os festivais de música da Record.  Pode-se dizer que o nascimento da MPB passou pelos festivais de música, promovidos por emissoras de TV, como a Record e a Globo, de 1965 a 1972. Em vez de chegar ao público pelo rádio, a música entrava na casa das pessoas pela televisão e só depois pelo disco. Os festivais acabaram se transformando em palco político. Com o surgimento da Tropicália e o uso de metáforas para protestar contra o regime, a censura passou a controlar os festivais, que eram parte importante do entretenimento durante o período. Informalmente foi criada a categoria dos “campeões verdadeiros” e os “morais”, aqueles cujas músicas viraram hinos sem ter vencido.

Subtema 9º ano 2023

9º anos – A era do rádio

O rádio foi o principal veículo de comunicação de massa do Brasil entre 1930 e o início da década de 1960. Naquela época, não existia televisão. Computador e telefone celular era coisa de ficção científica, daí nem se sonhava com internet e redes sociais. Havia o telefone fixo, mas era uma novidade acessível a poucas famílias. As notícias demoravam a chegar e eram raras. Quem podia lia jornais, porém quase dois terços da população brasileira era analfabeta. Poucos conheciam o disco, e só se ouvia música quando tocada ao vivo. Afinal, a indústria fonográfica também engatinhava.

A era do rádio, registrada brilhantemente em um filme de Woody Allen, amplificou a comunicação e contribuiu para a difusão cultural desde a produção musical até a dramaturgia; transmitiu ao vivo eventos históricos como o final d a segunda-guerra-mundial e competições esportivas – como a conquista do Brasil na Copa de 58 – que puderam ser acessadas nos radinhos de pilha em (quase) todos os pontos do planeta.      

 9°A – RADIODRAMATURGIA (originalmente “As radionovelas”)

Aqui, pensamos que não apenas as radionovelas em si deveriam ser contempladas, mas a própria radiodramaturgia, em sentido mais amplo. Desta forma, tanto o subtema original está contemplado, como trouxemos o subtema do 9º C para compor aqui.

Assim, radionovelas e programas de humor deverão ser tratados conjuntamente, no sentido da radiodramaturgia. Os alunos deverão, portanto, pensar no que foram estas produções artísticas na era de ouro do rádio, sua estética, sua importância como mercado para a dramaturgia brasileira considerando a força do rádio como meio de comunicação de massas, sobretudo na referida época. Outra questão importante pode ser a construção do imaginário imagético (e, aqui, vale o pleonasmo, já que imaginar é produzir imagens mentais) a partir do rádio, na transformação do que se ouvia em imagens mentais, na criação de cenas a partir do despertar da imaginação abastecida apenas pelo que se ouvia. Pode-se fazer paralelo com a própria ideia de leitura, que desperta esta mesma imaginação.

Em resumo, conhecer e reconhecer a existência daquelas modalidades de dramaturgia, seu desenvolvimento e sua importância para a cultura brasileira daquele momento histórico, as principais produções e artistas.

9B – O RÁDIO COMO INSTRUMENTO COMERCIAL E DE PRODUÇÃO DA INDÚSTRIA DE VARIEDADES (originalmente “As propagandas de rádio”)

Neste subtema, também optamos por aglutinar alguns elementos que nos pareceram importantes e correlatos. Daí que pensamos em algo no sentido de juntar os seguintes elementos: o rádio como instrumento comercial, na divulgação de produtos/serviços; a produção de jingles, algo marcante na história da propaganda brasileira, no passado e no presente; a existência de programas de auditório e festivais, o que traz a produção musical para o centro do entretenimento proporcionado pelo rádio no Brasil.

Pensamos na confluência destes elementos, permitindo que os alunos passeiem pela compreensão do rádio em sua dimensão econômica, em seu impacto na formação de gostos e preferências comerciais, no conhecimento e fortalecimento de marcas, assim como na dimensão estética que ajudou neste processo, com o início da criação dos jingles, seu poder de síntese e sua estética de grude (músicas palatáveis, de fácil entendimento, apreensão e repetição pelo público), assim como a apresentação para o grande público, antes mesmo do surgimento e/ou popularização da televisão, de grandes artistas, a partir dos programas de auditório que precederam os grandes festivais de música, que chegaram à televisão nos anos 60.

9°C – O RÁDIO COMO INSTRUMENTO PARA O AMÁLGAMA SOCIAL – COMUNICAÇÃO SOCIAL E POLÍTICA PARA A FORMAÇÃO DA(S) IDENTIDADE(S) NACIONAL(IS)

Introduzimos este subtema, que não estava previsto originalmente, por compreender que ele produz uma espécie de fechamento, de síntese mesmo daquilo que a série estará trabalhando.

Considerando o papel desempenhando pelo rádio, que era, em muitos lugares do Brasil, sobretudo no Brasil profundo, o único meio de comunicação de massa realmente acessível; considerando a influência que algumas rádios desempenharam na difusão de ideias e valores que terminaram por contribuir para a formação de identidades nacionais ou regionais; considerando que a veiculação, via rádio, de notícias, informações e discursos políticos ajudou no processo de formação, reconhecimento e consolidação do Estado Brasileiro (com Vargas, na janela democrática – a exemplo de Juscelino, uma persona que se valeu da comunicação de massas proporcionada pelo rádio – e mesmo na ditadura civil-militar, seja como na difusão de culturas ou contraculturas), é preciso compreender esses papéis desempenhados pelo rádio.

Assim, pensamos nos seguintes elementos: o rádio como veículo oficial e não oficial de disseminação de informações; o rádio como instrumento da formação da(s) nacionalidade(s), coesão social e identidade(s) brasileira(s).

Como provocação, seria o rádio “a voz do Brasil”? Mas que voz, de que Brasil, com que intencionalidade(s)?

Subtema 8º ano 2023

8º anos – O jornalismo 

A democracia é baseada na liberdade de expressão e na transparência das informações. O jornalismo é responsável por garantir que a população tenha acesso à informação precisa e objetiva sobre o que está acontecendo em sua comunidade e no mundo. Ao fazer isso, o jornalismo ajuda a manter a integridade da democracia, garantindo que as pessoas possam tomar decisões informadas e participar de forma efetiva da vida política. Além de seu papel na democracia, o jornalismo também tem uma responsabilidade social importante. O jornalismo deve ser uma força para o bem e ajudar a construir uma sociedade mais justa e inclusiva. Isso inclui reportar sobre questões sociais e políticas críticas, dando voz a grupos marginalizados e expondo desigualdades e injustiças. Ao fazê-lo, o jornalismo pode ajudar a sensibilizar a população para questões importantes e a inspirar mudanças positivas.

8ºA – O jornalismo impresso

O jornalismo impresso registrou e debateu acontecimentos, noticiou decisões políticas que podiam variar de realização de obras urbanas situadas em contextos específicos a declarações de guerras e acordos de paz em escalas regional ou mundial; revelou momentos de crescimento e crises econômicas; orientou comportamentos sociais; criou hábitos e costumes. Sem dúvida, o jornalismo e as mídias tiveram papel fundamental e central na produção do mundo nos últimos 200 anos.  Caberá a essa turma revelar a potência do jornalismo impresso. 

8ºB – Olha o jornal!

Como o mais clássico – e o mais charmoso – representante dos meios de comunicação de massa, o jornal paga até hoje o preço que pioneirismos cobram – o qual nem os discursos de pretensa independência e tampouco a prática de denúncias contra ‘os poderosos’ conseguem quitar. Isto porque, ao longo da História, jornais vieram-se impregnando de um vício de origem: relações de mal disfarçada dependência com pessoas ou instituições que detêm poder, seja este econômico, político ou sociocultural. Caberá a essa turma revisitar as partes  de um jornal.  Apresentar a composição e a importância social de cada uma dessas partes. 

8ºC – Tecnologia em mutação – Onde estão os jornais impressos?

O jornalismo tradicional vai morrer antes mesmo do que imaginavam os mais pessimistas entre especialistas dos mercados de comunicação. Não será uma morte capaz de deixar, para a humanidade, uma data de lembrança especial, para celebrações posteriores. Há uma força de mudança de ritmo. Antes da pandemia, a extinção do modelo de produção e consumo de informações herdado do século passado e praticado ainda hoje por grupos comerciais de imprensa, andava devagar. Agora, vai acontecer. De repente. Aceleradamente, levando primeiro os meios impressos.

À frente do processo de mudança do mercado de comunicação e informação, um dia, seu jornal deixa de circular na versão em papel. Como já vem ocorrendo com alguma frequência atualmente. No outro, a revista. Na TV, o seu jornal nacional fica ultrapassado, assim como a potência dos rádios desaparece. Os dois meios vão durar mais tempo. Mas vão se esgotar como produtores de conteúdos jornalísticos. Onde estão os jornais impressos? Eis a grande pergunta que essa turma deverá responder. 

Disponível em: https://radardofuturo.com.br/o-fim-do-jornalismo-impresso-foi-antecipado-e-esta-proximo/, acesso em 06.03.23. Sugestões: https://files.cercomp.ufg.br/weby/up/694/o/05_03_Dossie3.pdf

Subtema 7º ano 2023

7º ANOS: QUANTAS PÁGINAS TEMOS POR ESCREVER: os signos, a escrita, os registros, os livros.

7º ano A: Os tabletes de argila dos sumérios, o papiro dos egípcios: os registros começando… Os signos/símbolos que iniciaram os registros. 

Uma escrita sistematizada aparece somente por volta de 3500 a.C., quando os sumérios desenvolveram a escrita cuneiforme na Mesopotâmia. Os registros cotidianos, econômicos e políticos da época eram feitos na argila, com símbolos formados por cones. Nesse mesmo momento, surgem os hieróglifos no Egito. Essa escrita era dominada apenas por pessoas poderosas da sociedade, como escribas e sacerdotes. E hoje, como nos comunicamos através dos símbolos? Como nos entendemos através deles? Como a sociedade estrutura a sua comunicação através de legendas universais, símbolos nas redes sociais, no trânsito, nas sinalizações? Essa é a tarefa do 7ºA, apresentar como a sociedade se estruturou através dos registros e de que forma ela se comunica através dos símbolos/signos.

7º ano B: O pergaminho e o papel – entre o contar e o sentir

Se na Europa e Egito eram usados materiais pontiagudos para a escrita, junto com suportes firmes, como o papiro e o pergaminho, na China a escrita se desenvolveu de maneira mais fluida com o uso do pincel e de tecidos para escrever. O pergaminho está diretamente ligado às Bibliotecas – chegando às livrarias de hoje: banalização do conhecimento, modelos virtuais e físicos. Já a utilização do papel resgata o conhecimento e os sentimentos à prova que o papel nos proporciona ( cartas, bilhetes, fotografias, diários, poemas, músicas, emoções reveladas. Com a difusão do papel por outras culturas, o formato de códice (formato de livros com páginas que temos hoje) começou a ser mais utilizado, deixando para trás o volumem (formato de livro enrolado utilizado na antiguidade), possibilitando, posteriormente, o desenvolvimento da imprensa e a maior democratização do uso do livro e ajudando a estabelecer a forma linear de pensamento que possuímos hoje. A tarefa da turma será demonstrar a importância do papel, origem e confecção, benefícios, facilidades, prejuízos, consequências, além de revelar o quanto o contato com ele pode provocar emoções através dos registros. 

7º C: O Livro: da imposição e controle do saber e do pensamento à expansão das ideias, da liberdade do pensar e da difusão do conhecimento.

É notável o avanço intelectual que o ser humano teve após a invenção da escrita. Foi a partir dela que ele pôde catalogar e compartilhar as suas descobertas, dando origem ao que chamamos de livro. É dessa forma que a humanidade evolui. Cada geração acrescenta e registra uma descoberta que será passada para a próxima geração. Além da importância de levar o conhecimento de geração a geração, o livro tem uma importância fundamental na disseminação do conhecimento em uma mesma geração. Caberá a essa turma refletir sobre o papel da religião, tipos de livros, acesso aos livros, banalização do conhecimento, livro físico, virtual, os Kindle, os Ebooks e novas relações estabelecidas entre livro e sociedade e o contexto do livro na contemporaneidade.

Subtema 6º ano 2023

6º ANOS: OS SONS, OS GESTOS, A PALAVRA, A FALA: A HUMANIDADE COMEÇANDO A SE INTERLIGAR.

Como começou a comunicação entre os seres humanos? O que nos torna, verdadeiramente, humanos, diferentes dos outros animais? 

6º ano A: os sons e gestos, a linguagem corporal, a linguagem não verbal em ação.

Já imaginou o quanto há de comunicação sem o uso das palavras? A utilização de palavras no processo de comunicação nos parece lógico e completo. Mas,  você já observou o quanto compreender gestos, expressões faciais, posturas são importantes para estabelecermos conexões? Criou-se o julgamento de que a comunicação é apenas verbal. Todavia Ray Birdwhistell (1970), antropólogo estadunidense, afirma que mais de 60% da comunicação humana é não verbal. Portanto, a tarefa do 6ºA será evidenciar a importância de prestarmos atenção e nos capacitarmos para decodificar a linguagem não verbal. 

6º ano B: a linguagem oral, a comunicação e o conhecimento em foco: as sociedades ágrafas, os cegos, os surdos, os deficientes neurológicos…O silêncio também  fala, é comunicação.

Associado de forma banal à ausência da fala, o silêncio é contudo presença plena de significações: uma força complexa, que questiona a própria linguagem em seu uso social. É nesse momento de silêncio, que pode ser apenas uma fração de segundo, que a comunicação mostra seu encanto. As informações transmitidas são valorizadas. O ouvinte tem a oportunidade de refletir sobre a mensagem que acabou de receber. Passa a existir expectativa sobre o que virá a seguir. Caberá ao 6ºB valorizar as sociedades ágrafas e/ou àqueles que se utilizam do silêncio para muito dizer. 

6º ano C: a linguagem verbal e o preconceito linguístico e social: estrangeirismo, regionalismo, sotaque, gírias, analfabetos, oralidade comprometida.

O preconceito linguístico resulta da comparação indevida entre o modelo idealizado de língua que se apresenta nas gramáticas normativas e nos dicionários e os modos de falar reais das pessoas que vivem na sociedade, modos de falar que são muitos e bem diferentes entre si. Uma língua é caracterizada pela sua forma de comunicação e interação social, existente desde o princípio de sua utilização como comunicação verbal independentemente da forma como a fala foi ou é colocada em um determinado contexto. Caberá a essa turma um estudo sobre o preconceito linguístico e social e como nos conectamos ou não contribuindo para manutenção dessa problemática.  

6º ano D: a “cor da voz”: fala como instrumento de afeto, de poder, de respeito, de comunhão, de resistência.

Comunicação afetiva, ou comunicação afetuosa, é um conjunto de comportamentos verbais e não verbais pelos quais transmitimos uma mensagem. Basear a comunicação no afeto é uma habilidade linguística, cooperativa e empática, atrelada também ao desenvolvimento das competências socioemocionais. Estudos revelam que a ausência de comunicação afetiva prejudica não só as relações interpessoais, mas também a nossa saúde mental, elevando os níveis de estresse e causando danos psicológicos que, muitas vezes, exigem tratamento especializado. Por se tratar de uma habilidade aprendida e desenvolvida ao longo da vida, a privação de afeto na comunicabilidade pode se tornar um círculo vicioso. Por essa razão, o 6ºD deverá se debruçar sobre a importância da comunicação afetiva e como desenvolvê-la na sociedade.