Menu

Subtema 1ª série 2022

“As vozes da vez em ação: usos e práticas da reexistência da linguagem”

Reflexões acerca  do letramento, da identidade, da cultura da juventude, com destaque para os sujeitos historicamente invisibilizados e silenciados, mas plenos de expressões letradoras, as quais reinventam as práticas da linguagem, iluminam possibilidades do estar-no-mundo, seja em ambientes urbanos ou não, seja extramuros, extraescola,  como versos, gestos, sons, imagens que reverberam suas comunidades de pertença e outras com as quais mantêm contato. 

1ªA – Quando o som é gesto e a palavra dança: o hip-hop e o street dance performatizam nossa vez e nossa voz! O corpo como forma de comunicação! 

No rastro da cultura hip-hop, o Slam surge como a voz da identidade e da resistência, por meio da batalha dos versos, a qual externaliza o desejo de rompimento com as estruturas que compõem nossa sociedade e que constituem obstáculos vivenciados no cotidiano das periferias por sujeitos não assujeitados. Estes habitam guetos, favelas e bairros afastados, lutam contra o desemprego, a violência policial, as múltiplas formas de preconceito discriminação racial, entre outros temas que espelham a tomada de consciência e atitude política.

A batalha das letras é uma competição de poesia falada que traz questões da atualidade para o debate. Slam é uma expressão inglesa cujo significado se assemelha ao som de uma “batida” de porta ou janela,  ou “algo próximo do nosso ‘pá!’, explica Cynthia Agra de Brito Neves, em artigo recém-publicado na revista Linha D’Água. Nas apresentações de slam, o poeta é performático e só conta com o recurso de sua voz e de seu corpo.

1ªBNa batalha dos versos, converso, t(r)oco e me revelo: o poetry slam pede passagem.

No rastro da cultura hip-hop, o Slam surge como a voz da identidade e da resistência, por meio da batalha dos versos, a qual externaliza o desejo de rompimento com as estruturas que compõem nossa sociedade e que constituem obstáculos vivenciados no cotidiano das periferias por sujeitos não assujeitados. Estes habitam guetos, favelas e bairros afastados, lutam contra o desemprego, a violência policial, as múltiplas formas de preconceito discriminação racial, entre outros temas que espelham a tomada de consciência e atitude política.

A batalha das letras é uma competição de poesia falada que traz questões da atualidade para o debate. Slam é uma expressão inglesa cujo significado se assemelha ao som de uma “batida” de porta ou janela,  ou “algo próximo do nosso ‘pá!’, explica Cynthia Agra de Brito Neves, em artigo recém-publicado na revista Linha D’Água. Nas apresentações de slam, o poeta é performático e só conta com o recurso de sua voz e de seu corpo.

1ªC – Grafite-me ou devoro-te: interações, diálogos e reflexões em formas e cores.

Tipo de arte urbana caracterizado pela produção de desenhos em locais públicos como paredes, edifícios, ruas, entre outros, o grafite é uma forma de crítica social e uma maneira de intervenção direta na cidade, democratizando assim, os espaços públicos.

O termo grafite, de origem italiana graffito – plural graffite – significa “escrita feita com carvão”. Há, entretanto, quem ainda não considere o grafite arte. Para estes, trata-se de mera pichação. “Há quem diga que é “coisa de adolescentes” e culpe grafiteiros e grafiteiras pela “deterioração do espaço público”. Mas há também os que se surpreendem positivamente com o movimento, que avança pelas cidades, transforma muros e prédios abandonados, chega às paredes mais altas, aos túneis e viadutos.”(Cult, edição de março 2014- ano 17. editora Bregantini).

‘A história do grafite no Brasil surgiu na década de 70, precisamente na cidade de São Paulo, em uma época conturbada da história do Brasil, quando a população era silenciada pela censura com a ditadura militar no poder.Paralelamente ao movimento que despontava em Nova Iorque, o grafite surge no cenário nacional como uma arte transgressora. 

A linguagem da rua não pede licença e grita nas paredes da cidade os incômodos de uma geração.A partir de então, a arte de grafitar se transforma em um importante veículo de comunicação urbana e colabora para a existência de outras vozes. Outros sujeitos históricos e ativos passam a ter a chance de participar artística e politicamente da cidade. É importante ressaltar que o grafite, inicialmente, foi uma arte caracterizada pela autoria anônima. O grafiteiro – ou writter – transformava a cidade em um suporte de comunicação artística sem delimitação de espaço, mensagem ou mensageiro.

Portanto, a preocupação naquele momento era a arte em si e não o nome de seu autor. Por esse motivo, os ditos “cânones” são retirados de sua posição central para dar lugar a uma arte de todos e para todos. Assim, desde a década de 70, os grafiteiros brasileiros se apropriaram do espaço público a fim de transmitirem mensagens de cunho político, social, cultural, humanitário e, sobretudo, artístico.’ (https://www.todamateria.com.br/grafite-arte-urbana/)

Compartilhar:

Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp

VEJA TAMBÉM