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Subtema 1ª série 2021

1º ANOS POLÍTICA O ser humano é, por natureza, um ser social, o que implica sermos também políticos. No entanto, desde a formação dos Estados-nação nunca vivemos um momento tão turbulento nas formas de representação política e, mais que isso, na forma pela qual nos organizamos para fazer valer nossos interesses nas arenas políticas. Indivíduo, Comunidade, Sociedade e Estado mantêm entre si relações sempre muito tensas e questões como liberdade e segurança (individual e coletiva) representatividade dos interesses, negociação de demandas necessitam de agenciamento político na diversidade e as formas pelas quais nos organizamos parecem estar em crise. O que pode ser bom, afinal, é a partir do reconhecimento da crise e das possibilidades de reorientação de condutas que podemos avançar no complexo jogo de existir em coletivo.
    1A – DEMOCRACIAS E A CRISE DA REPRESENTAÇÃO
“Percebemos que o Brasil vive um processo que se encaixa nas discussões internacionais sobre ‘a crise da democracia’, e vive uma degradação das instituições democráticas por dentro” Carta Capital digital https://www.cartamaior.com.br/?/Editoria/Politica/A-crise-da-democracia-no-Brasil/4/45472 Essa crise não é nova, mas atinge um novo patamar com o descrédito das instituições de representação, da imprensa, das universidades, etc. que operavam como “gate keepers” das demandas sociais, balizando as discussões e procurando ordenar o debate público. A Democracia depende da crença de seus membros na coesão do sistema e, por extensão, da legitimação de suas instituições. Pensar a crise atual a partir da fragilização desses aspectos, e a importância de se resgatar o sentido público da política é um grande desafio para o devir da política no mundo contemporâneo.
1B – CIDADANIA ATIVA E ESTADO: OS DILEMAS DE UMA RELAÇÃO EM CRISE
O que pode o cidadão na organização política do mundo contemporâneo. É fato que as demandas sociais têm se ampliado e que os poderes instituídos parecem não dar conta de fazer valer a multiplicidade de vozes e demandas da sociedade contemporânea, gerando uma espécie de distanciamento entre as esferas de poder decisórias do Estado e as demandas sociais. Há uma relação tensa entre o cidadão e o Estado de tal forma que os cidadãos parecem estar buscando – sem muito sucesso – formas alternativas de participação e de fazer valer suas vozes na esfera pública. O Estado, por sua vez, tende a criar canais de participação que nem sempre são reconhecidos como lugar de expressão dos anseios políticos, seja por não atenderem as demandas, ou por falta de confiança da população na política institucional. Pensar mecanismos de ampliação da participação política dos cidadãos e grupos nas políticas institucionais que favoreçam maior permeabilidade social nas esferas decisórias do poder constituído pode ser um caminho alternativo interessante para resgatar a confiança da população no Estado.
1C – NOVAS FORMAS DE ORGANIZAÇÃO POLÍTICA: COLETIVOS E PARTICIPAÇÃO
    Os partidos políticos e os sindicatos têm vivido experienciado, junto aos cidadãos, tempos difíceis. O mesmo acontece com os representantes do povo junto aos poderes instituídos nas três esferas de poder. Recentemente, um grupo de cidadãos requereu a possibilidade de participação coletiva na câmera de vereadores da cidade de São Paulo, a maior do país. Embora não haja espaço político institucional reconhecido para essa forma de participação, sendo necessária a identificação de um único cidadão como representante legal, o grupo tem operado segundo a lógica de um coletivo de poder, inclusive com representação política múltipla nas comissões, o que é absolutamente novo. Fora dos poderes instituídos, diversos grupos “coletivos” têm se organizado para buscar fazer valer suas vozes e demandas nas esferas de poder, s em que se identifique uma liderança, e buscando uma organização mais horizontal que, segundo eles, expressa melhor a força política (forma e conteúdo) que buscam instituir. Compreender essa nova forma de fazer política e seus efeitos no jogo de poder da esfera pública é o desafio que se impõe a quem quer compreender as novas dinâmicas do jogo político.

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