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Subtema 6º ano 2022

6º ANO Povos originários – lendas e contos – narrativas de encontros

Mostrar o homem ao homem.” Essa será a principal tarefa do 6º ano. Utilizando-se da imaginação como ponto de partida, a tarefa das turmas para esse segmento será transpor o portal mágico da literatura , do metafórico, dos elementos imaginários, da fantasia e, sobretudo, da esperança narrada através de lendas e contos específicos de cada povo que, além de contar e recontar trajetórias e amadurecimentos narraram, em especial, a esperança da vida.

6A – Povos Indígenas – Sabedoria, simbologias e resistência

A menina Yacy-May era tão especial que fez com que o sol se apaixonasse por ela, deixando a lua enciumada. O peixe-boi surgiu a partir da união de Guaporé, filho do grande chefe dos peixes, com Panãby’piã, filha do governante dos Maraguá, e sinalizou a paz entre os humanos e os peixes. A velha misteriosa Pelenosamo tem um dia a casa invadida por uma garota curiosa, que resolve investigar o que ela fazia com os galhos secos que sempre levava, recolhia e não dividia com ninguém. A literatura indígena, o metafórico, a ilusão, a fantasia e a resistência ganham representatividade na personificação do contar indígena através do olhar desses povos originários. Quais narrativas aprendemos na construção dessa nossa nação?

6B – Povos Africanos – Com quantos Palmares se faz uma nação?

Para educar uma criança é preciso uma aldeia inteira.” O mundo narrado prevalece sobre o mundo comentado e, muitas vezes, não reflete o mundo visto. Somos todos afro-descendentes? Será preciso um olhar atento para enxergar as subjetividades dos contos e das representações da cultura, da literatura afro-brasileira. O mundo encantado da cultura sem letras e das belezas existentes em territórios únicos. O enigma só será desvendado quando for possível tentar decifrar os eventos encantados de histórias espetaculares. “É que em todo lado, mesmo no invisível, há uma porta. Longe ou perto, não somos donos, mas simples convidados. A vida, por respeito, requer constante

licença.”  E, porque existe constante licença, que saibamos em nossas andanças que “O importante não é a casa onde moramos, mas onde, em nós, a casa mora.”

6C – Povos Brancos – E assim começou a gestação étnica do brasileiro.

“Quando o portugues chegou

Debaixo duma bruta chuva

Vestiu o índio

Que pena!

Fosse uma manhã de sol

O índio tinha despido 

O português.” Oswald de Andrade “Erro português”

subtema 6c

Foram tantos chegando por aqui e continuaram chegando e trazendo outros tantos de forma compulsória, africanos diversos, que, junto aos povos originários, foram fazendo nascer os brasileiros.

Somos semi-tonados?

“Nós, brasileiros (…) somos um povo em ser, impedido de sê-lo. Um povo mestiço na carne e no espírito (…) na mestiçagem fomos feitos e ainda continuamos nos fazendo” Adaptado de Darcy Ribeiro

Quem somos, então?

A tarefa do 6º C é responder quem somos, trazendo nossas marcas, nossas lidas, nossa multiplicidade, nossas lutas em busca da brasilidade.

6D – Povos Tradicionais – Ribeirinhos e caiçaras – a vida entre a terra e a água

“Um de meus avós, sem brincadeira, chegou aqui e conheceu a farinha da terra, a banana da terra e o canto do canário da terra, então resolveu esquecer Portugal e suas parcimônias, rasgou a certidão de nascimento e sem mais cerimônias tratou de arranjar uma tupinambá, minha antepassada, Vó Dina, que ensinou tudo o que a gente sabe, de remédios da mata às técnicas de pescar.” O viver e o morrer são elementos simbólicos, porque o viver está para a composição do rasgar das águas turvas que se perdem nos traçados de quem desperta antes do sol raiar. É o leito do rio, a estrada molhada, o café quentinho e as histórias entrelaçadas pelo tear do dizer na tentativa de uma construção de pontes e afetos. É a força da palavra com a esperança no peito e a fartura esperada. 

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