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Subtema 7º ano 2021

  TEMA GERAL: CIDADES
7º ANO   As cidades concentram hoje a maior parte da população mundial e nas quais se produzem a maior parte do valor e da riqueza. Direta ou indiretamente, as cidades desempenham o papel de centralidade das ações na contemporaneidade que muitos autores denominam de urbanização do espaço mundial. Cidade e urbano não coincidem, ainda que mantenham entre si uma relação próxima, sendo o urbano mais ligado ao processo de realização social e a cidade a obra. Em uma mesma cidade, ou nas diferentes cidades, emergem as experiências urbanas – sempre diversas – que cada um de nós, individual ou coletivamente, produzimos ora levados pelo próprio movimento da cidade, ora agenciando nossas energias e recursos sociais.

Pensar as cidades e sua importância na experiência de mundo na contemporaneidade pode ajudar muito a compreender a dinâmica do mundo e, através dessa compreensão, orientar nossas ações para intervir e construir um mundo no qual desejamos viver. 

  7A – ZONAS LUMINOSAS E OPACAS NA METRÓPOLE: ONDE ESTARÁ O CENTRO?
 

 

 

 

Milton Santos argumenta que as cidades do mundo contemporâneo não devem ser interpretadas a partir da oposição centro periferia clássica, pois a periferia pode estar em toda parte – como áreas não importantes da cidade, áreas sombrias – e os centros (isso mesmo, múltiplos) os “espaços luminosos” diminutos articulados entre si e com outras áreas luminosas da globalização. Os centros operam, muitas vezes, como referência para o desenvolvimento das cidades, mas parece que a cada avanço seu, as diferenças – os abismos sócio-espaciais aumentam. Pensar os caminhos do devir da metrópole de Salvador talvez no desafie a redefinir as bases com as quais compreendemos a cidade, seus habitantes, sua cultura. Em que cidade desejamos viver? Onde – e como – pensar novas centralidades? Será que isso não depende do que colocamos no centro de nossas reflexões?
7B – COMO SE MEXER NA CIDADE
Caminhar, pedalar, deslizar pelas ruas de patins, skates, etc. ônibus, trem, carros, uber, 99, pop. E aí, vai de taxi? Um dos maiores desafios das cidades – esses gigantes de concreto e avenidas – é a circulação. Não apenas de casa ao trabalho, mas também para o lazer, o consumo, etc. Transporte coletivo de massa, ou alternativas partilhadas do uso do carro? Multimodalidade? Decidir os caminhos que queremos para nossas cidades passa pela definição, entre outros aspectos, da(s) infraestrutura(s) de e para circulação; de valorização – ou negação – dos espaços públicos, da experiência compartilhada; da afirmação da cidade como lugar de encontro (e circulação) ou de sua negação, do pensamento anti-cidade da valorização dos condomínios fechados e da circulação ponto a ponto entre garagens. E aí, para onde e como vamos?
7C – MEDO E VIOLÊNCIA NA CIDADE GRANDE
“sem margem para dúvidas, o medo [na construção e reconstrução das cidades] agudizou-se, como sugere o aumento do número de casas e veículos fechados à chave, a abundância dos alarmes, a grande aceitação de que gozam zonas de habitação cercadas e seguras entre pessoas de todas as idades e salários, bem como a vigilância cada vez maior dos lugares públicos, além das intermináveis notícias alarmistas difundidas pelos meios de comunicação. (ELLIN apud BAUMAN, 2006, p. 37) Cidades de muros, de medo, de violência. Essa é uma das características marcantes de nossas cidades e as alternativas até aqui criadas não se mostraram eficazes na diminuição da violência ou do medo. Refletir na construção social da violência, na(s) forma(s) pelas quais ela impacta o urbanismo e a economia urbana contemporânea (desde a segurança como negócio até o aumento de custos com seguros e policiamento) e possíveis reorientação de rotas parece ser o caminho mais “seguro” para enfrentar esse problema.

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