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Subtema 9º ano 2024

9º ANO: AS MISTURAS DA CULTURA: FORMAS HÍBRIDAS DE PRODUÇÃO CULTURAL POPULAR NAS CIDADES: Recusando a concepção de um conteúdo puro para as manifestações populares e afirmando os crescentes conteúdos de miscigenação entre os particulares e o global, pretende-se investigar as aproximações e diferentes concepções trazidas pela Arte de Luiz Gonzaga e Raul Seixas que refletiram e refletem nessa hibridização social brasileira contemporânea. O que a arte desses dois ícones, falecidos em 1989, nos mostra sobre a realidade brasileira?

9º anos – Não preciso que me digam de que lado nasce o Sol porque bate lá meu coração.

9º anos – “Não preciso que me digam de que lado nasce o Sol porque bate lá meu coração”. A música popular brasileira (MPB) nas décadas de 1960 e 1970 foi marcada por uma rica interação entre purismo e hibridismo, refletindo tanto as influências tradicionais quanto as novas tendências e experimentações. Essa época foi especialmente importante no contexto histórico e político do Brasil, com a ditadura militar exercendo grande influência sobre a cultura.

Em 1967, a “Marcha contra a Guitarra Elétrica” aconteceu durante o III Festival da Música Popular Brasileira, organizado pela TV Record.  Liderada por Elis Regina, a Marcha visava defender a música nacional contra a invasão da música internacional. Na época, a guitarra elétrica era vista por muitos como um símbolo da influência estrangeira, especialmente dos Estados Unidos, e era considerada incompatível com a identidade cultural brasileira.

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No III Festival da Música Popular Brasileira da TV Record, Caetano Veloso subiu ao palco com a banda de rock argentina Beat Boys e Gilberto Gil com a banda Os Mutantes – revelando a renovação da MPB em uma espécie de movimento antropofágico, que dava origem a à nova música brasileira. A guitarra elétrica, claro, estava presente. 

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O hibridismo na MPB desafiou fronteiras e incorporou influências globais. O movimento Tropicalista é emblemático desse hibridismo, mesclando tradições brasileiras com influências estrangeiras, como o rock’n’roll e a cultura pop. A ideia era subverter as normas estabelecidas, misturando elementos tradicionais com inovações contemporâneas.

Diferentes movimentos musicais, embora de maneiras diferentes, desafiaram as normas culturais e políticas da ditadura militar. A repressão cultural, que incluía a censura à música e outras formas de expressão artística, foi um dos aspectos mais contestados durante a transição para a redemocratização. A contracultura brasileira desempenhou um papel importante ao criar espaço para o debate e a expressão de ideias divergentes e para a resistência. Foram esses movimentos que ajudaram a pavimentar o caminho para um período mais aberto e pluralista durante o processo de redemocratização do Brasil.  

Artistas como Os Mutantes, por exemplo, experimentaram com instrumentos elétricos e efeitos sonoros, misturando psicodelia com ritmos brasileiros. Esse tipo de abordagem híbrida abriu caminho para novas formas de expressão musical e influenciou gerações futuras de músicos.

É nessa mistura de ideias que o 9º ano deverá analisar o que está por trás do “som” de alguns grandes artistas do nosso país e o impacto que suas artes tiveram na sociedade brasileira. 

9ªA – “Peço a atenção de toda gente pra minha terra, terra do meu bem querer.” (Sertão – Luiz Gonzaga)

Luiz Gonzaga – A complexidade da alma comum

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Fonte: https://baudoraulseixas4.blogspot.com/2014/10/o-dia-em-que-luiz-gonzaga-se-rendeu.html, acesso em 17.10.23.

Luiz Gonzaga, conhecido como o “Rei do Baião”, é uma figura icônica na música brasileira e sua obra desempenhou um papel crucial em amplificar as experiências ,principalmente, as do povo nordestino. Suas músicas, porém, muitas vezes abordam temas que ressoam com as realidades e anseios das pessoas que vivem nas diversas regiões do país, refletindo as complexidades culturais e sociais do Brasil. 

Ao longo de sua carreira, Luiz Gonzaga também abordou questões sociais e políticas nas letras de suas canções. Ele compôs músicas que tratam de migração, desigualdade social e a luta do povo brasileiro por uma vida melhor. Sua arte frequentemente serviu como um meio de expressão para as classes menos privilegiadas.

Gonzagão, como costumava ser chamado, desempenhou um papel importante na construção da identidade nacional brasileira. Suas músicas, muitas vezes, são consideradas hinos populares que celebram a brasilidade, contribuindo para a formação de um senso de unidade cultural no país.

Cabe ao 9ºA pensar: Como a música do rei do baião amplifica as agruras e desejos do povo brasileiro em um país tão vasto e desigual como o Brasil? As músicas de Luiz Gonzaga ainda têm relevância no cenário social e político da atualidade?

Livro: Luiz Lua Gonzaga Estrela – O rei do baião

Filme: Gonzaga – de pai pra filho (2012) (disponível na Globoplay)

Música: Asa branca

Links: https://sul21.com.br/noticias/2012/12/luiz-gonzaga-1912-2012-o-homem-que-descortinou-o-nordeste/ 

9ªB – “Sonho que se sonha só é só um sonho que se sonha só, mas sonho que se sonha junto é realidade” (Prelúdio – Raul Seixas)

Raul Seixas – A arte como espelho social

Raul Seixas, um dos ícones da música brasileira, era conhecido por suas letras provocativas e por suas ideias consideradas, muitas vezes, fora do convencional. Tinha como maior influenciador e ídolo, Luiz Gonzaga, porém, suas canções não eram diretas e objetivas como as de Gonzagão. Interpretar as músicas de Raulzito, especialmente em relação a temas políticos e sociais, pode ser algo altamente subjetivo, visto que suas letras eram mais poéticas e filosóficas. Elas frequentemente carregavam mensagens de questionamento, rebeldia e críticas à sociedade – refletindo seu tempo e suas experiências.

Em uma de suas canções mais famosas, Raul celebra uma sociedade alternativa. Ela refere-se a uma busca por uma forma de viver fora dos padrões tradicionais estabelecidos pela sociedade. Em muitas de suas músicas, ele critica a sociedade, a alienação, e busca uma forma de liberdade e autenticidade. Em “Ouro de Tolo”, por exemplo, ele questiona a superficialidade e a falsidade da sociedade. 

No Brasil de 35 anos atrás (aproximadamente 1988, considerando a morte de Raul Seixas em 1989), ocorria o período de redemocratização após o regime militar que durou de 1964 a 1985. A sociedade estava passando por transformações políticas, econômicas e sociais significativas.

Hoje, mais de 35 anos depois, o Brasil enfrenta novos desafios políticos e sociais. As discussões sobre liberdade, autenticidade e críticas à sociedade continuam presentes, mas os contextos são diferentes. A sociedade brasileira evoluiu e enfrenta questões contemporâneas, como desigualdade social, corrupção, questões ambientais e diversidade.

É nesse contexto que o 9ºB deverá pensar: O que a sociedade alternativa diz sobre o Brasil de 35 anos atrás e como ela permeia o pensamento político e sócio político do país hoje?  

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https://lh7-us.googleusercontent.com/f8fA4SL-M4zmhzOdSnM08Szt3xN28ERSt7saJPYq7ilavZJtPizDUxMIiP5UyOvfMMZM-0z-0RLfFvaHi2SENJMyoF0ompIyc1YM6QMFoxv8d37ZJ1Q0W-i8yGFAr9xK9u-9ZXWF2use

Segredos do mundo: https://segredosdomundo.r7.com/sociedade-alternativa/ 

PRELÚDIO

Sonho que se sonha só
É só um sonho que se sonha só
Mas sonho que se sonha junto é realidade

Sonho que se sonha só
É só um sonho que se sonha só
Mas sonho que se sonha junto é realidade

Sonho que se sonha só
É só um sonho que se sonha só
Mas sonho que se sonha junto é realidade

Composição: Raul Seixas.

Livro: Raul Seixas – O sonho da sociedade alternativa (1993)

Filme:https://www.youtube.com/watch?v=fmyEDW8H-hM (documentário ”O início, o fim e o meio)

Música: “White wings” (versão em inglês de “Asa branca”) / 

9º C“Meio bossa nova e rock’n’ roll… faz parte do meu show!” (Faz parte do meu show – Cazuza)

Com o fim da ditadura militar em meados da década de 1980, a música brasileira continuou a evoluir. Houve uma ampliação do espaço para a diversidade musical, permitindo uma maior experimentação e fusão de estilos. 

Artistas como Legião Urbana, Barão Vermelho, Paralamas do Sucesso etc revolucionaram a música no Brasil na década de 1980 e 1990. Eles marcaram uma época de transformação cultural e social no Brasil. Suas músicas abordavam questões sociais, políticas e pessoais, refletindo os anseios e desafios da juventude da época. 

As letras das músicas desses artistas eram frequentemente profundas, poéticas e engajadas. Elas abordavam temas como amor, política, desigualdade social e questões existenciais, conectando-se com as experiências e preocupações da juventude. Essa abordagem lírica contribuiu para criar uma identificação emocional duradoura com o público. 

Suas músicas não se limitavam a um único estilo. Eles incorporaram uma variedade de influências musicais, como rock, pop, punk, e elementos da música brasileira tradicional. Essa diversidade musical atraiu um público mais amplo, ajudando a criar uma base de fãs diversificada. 

As letras das músicas muitas vezes expressavam uma identidade nacional, abordando questões específicas do Brasil. Esse patriotismo cultural ressoou com o público e contribuiu para a construção de uma identidade musical brasileira única. 

O impacto desses artistas transcendeu as décadas de 80 e 90. Suas músicas continuam sendo ouvidas e apreciadas por várias gerações. A atemporalidade de suas composições e a relevância contínua de suas mensagens contribuíram para a preservação e disseminação de seu legado.

É nesse contexto que o 9ºC deverá responder: O que as letras das músicas de artistas jovens do cenário do rock brasileiro da década de 80 e 90 revelam sobre o Brasil daquela época? Como a geração de rock brasileiro, principalmente dos anos 80, mudou a produção musical no Brasil?

https://lh7-us.googleusercontent.com/5BvUyy1PYaQcCzGMYFhIIdH9m-J6eJswrtnt193kpry1HaUVg1Ezq0f5G2ME0DjWC19EwirCFXja4ODP0KpHC6lYBKYqOpy7-3AgRq8cqwaPmqMMb1qx-j43dI8_lYcylGL_xFYozChI
https://lh7-us.googleusercontent.com/HhXetZ_U1_Nqp0DxD9qdECSszJvY77PixbzZtPAjn2bgALy_uEpAXLXp0LGABVo0PZSNzQEeP2BezeVG5MEGC2KxyhORl7n1tV3BVa9ErE60xs-Rpmf8LSTf0cB2n0G1o-xvoe38lj4z

Livro: Anos 80 – Uma década de rock brasileiro (2004)

Filme: Rock in Rio – A história (Globoplay ep.1)

Música: Pro dia nascer feliz (Barão Vermelho)

Links: 

https://veja.abril.com.br/cultura/o-resgate-dos-anos-90-na-moda-no-cinema-na-musica-na-tv

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