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Subtema 9º ano 2022

As estéticas brasileiras e as identidades nacionais 

 A busca de uma identidade nacional própria nos acompanha desde a era colonial com a mistura dos povos precursores da colonização. Essa miscigenação impactou profundamente a constituição das identidades brasileiras e deixou suas marcas nas diferentes formas de manifestações artísticas. 2022 marca o bicentenário da nossa independência e o centenário da Semana de Arte Moderna Brasileira. A poeta e ensaísta Leda Maria Martins afirma que essas relevantes datas da história do Brasil nos propõem a pensar as ausências:

” Sempre houve produção de conhecimento negro e dos povos indígenas. Mas não se dava, então, a necessária atenção a esses conhecimentos e a esses povos como agentes de produção de saber. O que podemos observar é que, hoje, essa produção negra e indígena insiste em tornar-se visível e estar aí para a nossa fruição e para a nossa reflexão. Se dermos atenção a alguns desses saberes, há toda uma plêiade de conhecimentos que nos apontam para esses territórios culturais e para essas civilizações que são essenciais em toda formação do Brasil como nação.” 

(Retirado do documentário ManiFesta Digital 22 na Encruzilhada) 

A tarefa do 9º ano será, portanto, identificar marcas das estéticas negras e indígenas nas artes visuais, na literatura, no cinema e na moda – a fim de pensar o presente e o futuro da nação. 

9A – O percurso da literatura indígena e negra até a contemporaneidade (a autoria )

Essa turma irá refletir sobre as vozes indígenas e afro-brasileiras nas produções literárias.

9B – Afrofuturismo e Amazofuturismo – “especulando o mundo a partir de vivências e experiências negras e indígenas.”

A partir do entendimento dos conceitos de afrofuturismo e futurismo indígena, a turma irá analisar obras cinematográficas desses movimentos e tentar identificar como a arte vista por essa lente pode servir para percebermos e criticarmos o mundo atual, além de possibilitar a criação de futuros dentro da agenda especulativa.  

Prum novo mar Vermelho

Uma nova travessia

Pro povo ter reis no espelho

Minha caneta cria

Rua, Wu Tang, Supermam mais tecnologia

Simbólico tipo guia

Na madrugada fria

Vim esmagar boy que debocha da cultura black

Um Kasparov a brindar mate e assinar o cheque

Sou anti sinhozinho, independente nas track

Rato, respeita meu tempo, não seja moleque

(Emicida – Pantera Negra)

9C – As produções africanas e indígenas que marcam a identidade na estética da moda e do vestuário brasileiros.

Essa turma irá pensar o que conta uma roupa, um brocado, uma vestimenta, os balangandãs. Quais saberes estão contidos em uma indumentária. A partir daí, investigar as produções que marcam a identidade indígena e a negra na estética da moda e do vestuário brasileiro.  

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