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Subtema 9º ano 2021

9º ANOS PLURALIDADE SOCIAL Os seres humanos sempre estiveram em movimento, indo de um lado ao outro, encontrando, estranhando, aprendendo e se comunicando com o outro. O que há de novo é a densidade dessas trocas e a ampliação de nossa capacidade de movimento (físico ou informacional) que desafia permanentemente todas as sociedades a (des)aprenderem e a produzir novos mundos a partir de referências múltiplas. O “Outro” é – sempre foi – um desafio, mas se antes ele estava espaço-temporalmente distante, agora a proximidade objetiva ou virtual aparece como um dado real que nos obriga a conviver em sociedades complexas. As alternativas para lidar com essa situação são várias e nosso comportamento no “encontro com o outro” será um elemento fundamental para construção de um outro mundo possível. O devir dirá se fomos ou não capazes de lidar com esse desafio, mas como ele (o futuro) não está em lugar nenhum, mas é uma construção, nossas compreensões, apostas, investimentos e posicionamentos são fundamentais para a configuração do mundo em que queremos viver.
  A – MIGRAÇÕES: UM GRANDE DESAFIO EM ESCALA MUNDIAL.
Segundo a ONU, vivemos atualmente os mais altos índices de movimentação populacional da história humana. As razões são as mais variadas possíveis que vão desde aqueles que desejam morar em outro lugar – e por isso se deslocam – até aqueles que não podem ficar, cujo movimento, bem diferente, se dá em função de elementos como crise ambiental, violência política, fome e religião. No primeiro caso, o impacto do movimento é reduzido, posto que é em baixa escala; já no segundo, o desafio se coloca desde antes da partida até depois da chegada. Refletir em torno dessa dinâmica que marca o contexto mundial hoje é fundamental, sobretudo nos países desenvolvidos – destinos mais comuns dos movimentos – mas também dos semiperiféricos, como o Brasil, que passa a ser destino de populações como os migrantes do Haiti e da Venezuela. Como lidar com esse problema? Quais as ações desejadas no plano social e político para lidar com esses movimentos de forma que a humanidade e a dignidade da pessoa humana estejam em primeiro plano de nosso debates e, claro, das políticas deles derivadas?
B – MULTIREFERENCIALIDADE E HIBRIDISMO NA PRODUÇÃO DA CULTURA BAIANA E NACIONAL
O que será que compõe a identidade de um povo, de uma Nação? O que significa ser brasileiro, baiano ou soteropolitano na contemporaneidade? Se em algum momento foi possível construir com maior rigor um “caráter” social das populações, que conferiam aos grupos sociais alguma identificação, hoje isso parece ser, senão impossível, bem mais difícil. A complexificação das sociedades construída pelo fluxo (quase) ilimitado de informações e referenciais faz com que seja muito difícil situarmos os sentidos de nossa cultura. Há limites para o que alguns chamam de apropriação cultural? Se todas as culturas são hoje híbridas, aonde estariam as fronteiras que separam os diferentes grupos e a eles conferem identificações. Seriam as fronteiras dispensáveis nos tempos atuais? Como pensar uma identificação a partir do hibridismo e da multireferencialidade, em outras palavras, o que é que a baiana – e os baianos – tem?
C – IDENTIFICAÇÃO E ALTERIDADE: O DILEMA DE CONVIVER NA DIFERENÇA
Uma das características importantes das sociedades contemporâneas é a complexidade, fruto do trânsito de pessoas, mercadorias e informação em escala mundial, conformando sociedades multireferenciada. Essa composição tem levado muitos grupos a pleitear referenciais identitários que permitam, ao menos na visão deles, que sejam percebidos como grupos sociais portadores de identidade e legitimidade. Esse processo de identificação também é, em certos casos, desafiador à existência e convivência com a diferença. A alteridade. Pensar a difícil equação de afirmação das identidades e convivência com a alteridade é um desafio que se coloca a todos aqueles que querem produzir um espaço político de interação, menos intolerante, mais democrático.

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