Menu

Subtema 9º ano 2019

A arte, durante um tempo, foi compreendida – ao menos no senso comum – como a busca pelo “belo”. Há muito tempo que os artistas têm ampliado essa perspectiva e nos provocado a “sentir – pensar” o que até então parecia fora de questão. A arte se constitui, sem dúvida como uma fronteira para todos nós que habitamos o mundo contemporâneo e partilhamos aqui nossa sensibilidade, produzimos sentidos.

Pensar algumas fronteiras da arte é desafiar o próprio sentido da arte no contexto atual.

FRONTEIRAS DAS ARTES

 

Turma A –A arte ultrapassa as fronteiras das galerias e ganha as ruas:

Qual o “lugar” da arte? A resposta a essa pergunta sugere, ante de qualquer posição, uma indagação sobre o que é mesmo que chamamos de arte e quais seus sentidos. Segundo Lorenzo Mammi, a arte

(…) encontra espaços sempre mais precários e problemáticos no mundo contemporâneo; mas que, no entanto, ela continua sendo uma atividade essencial para o sistema de valores com os quais nossa cultura se baseia. E cabe ao artista (e com ele ao crítico) detectar os espaços onde essa atividade possa ser exercida com um grau aceitável de liberdade e consistência. E quando falo de arte, não entendo nem as estruturas institucionais, nem um conjunto de commodities (desse ponto de vista a arte vai muito bem, obrigado), mas a possibilidade de gerar novas experiências significativas a partir de objetos singulares. (MAMMI, L: 2012 p.8)

Dessa forma, pensar o “lugar” da arte é pensar também seu contorno enquanto objeto ou processo artístico, que toca nossa sensibilidade e, com isso, desloca nossa existência individual e/ou coletiva. Argumentar em favor da “ocupação” dos espaços pela arte não é o mesmo que dizer que a arte está em todos os lugares, enfim, qual ou quais o lugar da arte?

 

Turma B –Fronteiras: entre o singular e o particular universal nas artes

Em todos os cantos do mundo se produz arte. Podemos afirmar que a arte é parte importante da cultura de um povo e, através dela, de seus membros – os artistas – manifestam sentimentos, entendimentos, crenças, valores e, dessa forma, fazem circular significações, sensibilidades. Podemos pensar, por exemplo, a arte expressando, ou traduzindo, um “espírito de época” em movimentos como Barroco Mineiro, o Futurismo italiano, a Bossa Nova ou o Modernismo brasileiro na arquitetura. No entanto, também é possível reconhecer algo de universal nas obras de artistas como William Shakespeare ou Guimarães Rosa; Beethoven, Beatles ou Caetano Veloso; Pina Bausch ou Deborah Colker; Picasso ou Cildo Meireles, que expressam o “Humano”, embaralhando as fronteiras culturais, ou espaço-temporais. Seria a arte desprovida de fronteiras culturais – ou regionais – que limitam seu entendimento produzindo, através da sensibilidade (sensível), referenciais de significação? Será que há algo de humano em cada um dos artistas que transcende seus lugares? Poderia a arte aproximar culturas, ou será que, por sermos todos parte da humanidade, isso não seja necessário?

 

Turma C –A arte inaugura e conforma mundos: as identidades na arte

Será que a arte expressa também as fronteiras entre culturas, ou mesmo as fronteiras internas de uma mesma cultura? Alguns movimentos como a Semana de Arte Moderna de 1922, o Tropicalismo, o teatro do oprimido ou o Cinema Novo tentaram sintetizar identidade(s) e, através de suas produções artísticas, demarcaram FRONTEIRAS que incluíam e excluíam traços sociais. As representações e ideações do povo brasileiro, de suas crenças, desejos, princípios, projetos foram expressos de diferentes formas, nem sempre em sintonia com os traços dominantes do povo, mas como projetos políticos que requeriam legitimidade em suas formas de representação. Em todos esses movimentos se procurou desmanchar e, ao mesmo tempo, deslocar as fronteiras entre a cultura popular – suas expressões artísticas – e a cultura das elites, nem sempre logrando sucesso. Refletir em torno dessas fronteiras que estabelecem identidades e demarcam limites entre o popular e o erudito, e mesmo suas mesclas é nosso objetivo.

Subtema 8º ano 2019

Hoje, mais que nunca, o virtual se incorpora ao real. Não o substitui, mas se agrega, alterando de forma significativa a forma pela qual percebemos e experimentamos o espaço-tempo, nos relacionamos com os outros e, claro, na forma pela qual desenvolvemos nossos processos de subjetivação.

Compreender alguns aspectos dessa nova realidade implica nos abrirmos para o novo, sem que isso signifique uma adesão cega ao novo, mas reconhecer a nova composição do mundo e adotar, sobre ela, uma perspectiva investigativa, que busca compreender e, sempre que possível, orientar condutas para uma relação equilibrada diante dos novos recursos.

PÚBLICO E PRIVADO / VIRTUAL REAL

 

Turma A –A Internet como um lugar público:

Muita gente tem postado textos, desenhos, imagens, etc. nas redes sociais da internet, nem sempre muito preocupados com implicações, ou com a repercussão daquilo que publicam. São frequentes os desacordos em torno das publicações regionalistas, ou racistas, sexistas, classistas, etc. Diante desses desacordos, é comum que o autor da postagem argumente em favor da liberdade de expressão e, além disso, identifique a parcela do espaço virtual do qual ele faz parte “minha página”, como um espaço de liberdade individual. No entanto, a rede parece ser um espaço público cuja regulação ainda está por ser definida e, para tanto, deverá contar com a participação de todos nós no processo. As fronteiras entre o público e o privado nas redes sociais – por paradoxal que possa parecer – não estão claras para muita gente que segue achando que os conteúdos podem ser postados de forma livre e pouco cuidadosa, sobre si mesmo – expondo fotos, pensamentos, etc. – sobre o(s) outro(s), ou produzindo juízos nem sempre bem qualificados sobre questões sociais sem maiores consequências. Discutir alguns usos e formas de regulação (fronteiras) das redes sociais será nosso desafio.

 

Turma B –A quem interessa o que eu estou fazendo ou assistindo?

No dia 13 do mês de março, em Suzano SP, dois jovens invadiram armados uma escola e fizeram algumas vítimas fatais entre alunos professores e funcionários, deixando todos nós estarrecidos diante da violência do fato e das imagens que veiculadas em televisões e sites da internet. Ainda impactados diante das imagens, alguns jornalistas colocaram em debate a redução da maioridade penal (um dos jovens tinha 17 anos), outros discutiram o acesso às armas. Vasculhando a vida dos jovens em busca de explicação – ou, talvez, compreensão – do que os teria levado a cometer um ato extremo, encontraram diversos registros que levavam a símbolos de violência presentes em jogos virtuais, o que acendeu um debate em torno da relação entre a experiência virtual dos jogos (alguns jovens chegam a jogar jogos violentos 8 ou 9 horas por dia) e o comportamento social dos jovens. Até agora parece não haver provas científicas da correlação entre as experiências virtuais (por exemplo, dos jogos violentos) e comportamentos sociais considerados estranhos, ou inadequados. No entanto, há uma suspeita de que essas experiências têm sido, cada vez mais, importantes na formação das subjetividades e sociabilidade dos indivíduos. Discutir as fronteiras entre experiência virtual e comportamento social é hoje um desafio para todos os que quiserem entender o que está acontecendo.

 

Turma C –Sou visto, logo existo!

A rede internacional de computadores Internet chegou no Brasil no início dos anos 90.  Inicialmente vinculada à rede telefônica e dependente dos computadores, ela desempenhou um papel importante, sobretudo no campo de produção e difusão do conhecimento, mas teve pouca penetração social. No início dos anos 2000, com o avanço tecnológico da rede e o surgimento dos smartphones – e seus aplicativos – não apenas a elite, mas todo o conjunto da sociedade se viu diante de uma experiência de comunicação, sem precedentes, que alterava (e continua alterando) a forma pela qual existimos no mundo (nosso processo de subjetivação) e como nos relacionamos com os outros. As redes sociais estão fartas de imagens de nós mesmos difundidas em rede que nem sempre – sabemos – estão sob nosso controle, mas parece que não estamos dispostos a parar de publicar por onde e com quem andamos, o que comemos, o que fazemos. Alguns autores chamam atenção para o fato de estarmos vivendo em uma <<Sociedade Escópica>>, cujo lema central seria “Sou visto, logo existo”! Cada vez mais, parece que nossas individualidades e relações só fazem sentido se tornadas públicas, se vistas nas redes sociais. Pensar nas fronteiras entre o público e o privado e de que forma isso influi na minha constituição como sujeito e em minhas relações é a proposta do tema.

Subtema 7º ano 2019

O século XX conheceu os maiores índices de crescimento econômico da história humana e também a ampliação do debate em torno dos limites naturais – ou ambientais – desse “progresso”. Desde a década de 60, a crítica política ao modelo de desenvolvimento tem incorporado a questão da natureza como limite da ação humana pautada em altos índices de produção e consumo.

Em todos os lugares aparecem problemas ambientais derivados dos processos de apropriação da natureza promovidos pelas sociedades modernas que desafiam todos aqueles que se preocupam com o futuro do planeta ou, mais especificamente, da sustentabilidade da espécie humana no médio longo prazos.

FRONTEIRAS AMBIENTAIS

 

Turma A – Os limites do crescimento a partir da questão ambiental;

O século XX conheceu os maiores índices de crescimento econômico da história humana e também a ampliação do debate em torno dos limites naturais – ou ambientais – desse “progresso”. Desde a década de 60, a crítica política tem incorporado a questão da natureza como limite da ação humana pautada em altos índices de produção e consumo. Em 1972, uma primeira reunião envolvendo os Estados – nacionais pautou a questão ambiental como centralidade nas relações internacionais. (Limites do crescimento, Estocolmo, 1972); vinte anos depois, a ECO 92, no Rio de Janeiro não apenas discutiu o problema – que parecia se agravar – como também formulou a “Agenda 21”que procurava situar algumas ações necessárias à sustentabilidade da ação humana na Terra. Desse encontro, diversas reuniões setoriais, de clima, solo, biodiversidade, etc. têm debatido esse problema sem, com isso, conseguir construir um consenso amplo que reoriente as políticas dos agentes hegemônicos, fortemente marcadas pelo crescimento econômico ilimitado.

Será possível avançar a partir de um modelo que desconhece a o Meio Ambiente como uma fronteira importante de nossas ações? Se não, quais seriam as novas fronteiras que se colocam para nós?

Estudantes holandeses entraram na justiça contra o Estado requerendo ações práticas que melhorem a situação ambiental ligada ao aquecimento global; em março, estudantes britânicos paralisaram suas aulas para pressionar o parlamento por respostas efetivas. Como incorporar a questão ambiental como uma nova fronteira e quais ações são possíveis, nas diversas escalas, para produzir um mundo mais sustentável.

 

Turma B –A Biodiversidade natural como um horizonte de ação em relação com a Unicidade do modelo hegemônico.

Podemos definir “diversidade biológica” ou “biodiversidade” como

(…) a variabilidade de organismos vivos de todas as origens, compreendendo, dentre outros, os ecossistemas terrestres, marinhos e outros ecossistemas aquáticos e os complexos ecológicos de que fazem parte; compreendendo ainda a diversidade dentro de espécies, entre espécies e de ecossistemas.  (Artigo 2 da Convenção sobre Diversidade Biológica CDB).

Ao definir de forma não restrita às espécies, mas também às relações, a convenção coloca um problema bastante interessante para nossa abordagem. De um lado, temos o reconhecimento da existência de um mundo não humano (que podemos chamar de natureza), com características e relações próprias; por outro lado, não podemos restringir a biodiversidade à natureza, envolvendo nossa espécie como parte importante na definição dos processos socioambientais em curso no planeta.

O processo de globalização, apesar de manifestar diferentemente em cada um dos lugares, é único, e obedece às mesmas finalidades em todos os lugares. Os agentes hegemônicos produzem conjuntos técnicos, bastante eficazes, que se espalham pelo mundo para aumentar a produção e a produtividade das economias. No entanto, não há consenso entre os cientistas e movimentos sociais dos diversos lugares, sobre a adequação desses conjuntos técnicos na lida com a natureza e, menos ainda, de que é possível convertermos nossa imensa heterogeneidade, ambiental e social, em um mesmo e único processo.

De certa forma, o que alguns grupos começam a reivindicar é que a sustentabilidade da vida n o planeta depende do reconhecimento de fronteiras que delimitam formações socioambientais diversas que podem, e devem dialogar, mas não se submeter a uma mesma lógica.

Discutir a importância do reconhecimento da biosociodiversidade para a sustentabilidade do planeta, delimitar algumas de suas fronteiras e refletir sobre as bases de relação entre os lugares consiste em um ponto fundamental na política mundial contemporânea.

 

Turma C –Conservação X Preservação: a quem pertence as grandes áreas naturais e como geri-las?

No Brasil e, em todo o mundo, há uma preocupação de se criar áreas de proteção ambiental (APAs) que têm diversas finalidades que vão desde a exploração turística ou educacional até a preservação de porções da natureza que, se acredita, devam permanecer senão inalteradas, com poucas intervenções.

A Amazônia é o maior bioma do mundo e, sem dúvida, uma fronteira natural para o modelo atual. Em recente matéria publicada na Folha de São Paulo[1], Felipe Biasoli sugere a existência de três possibilidades de nos relacionarmos com aquele bioma: a exploração dos recursos naturais (mineração, madeira, etc.) e a substituição da floresta por áreas produtivas nos moldes do modelo atual de agropecuária; a preservação da floresta reduzindo ao máximo toda e qualquer forma de interferência humana, inclusive na relação com os grupos sociais que nela habitam, que devem ficar alijados das conquistas sociais da humanidade; ou, buscar uma terceira via que valorize o potencial da área e busque formas alternativas de desenvolvimento, o que implicaria investimentos importantes no desenvolvimento de novas epistemologias e finalidades na relação. O caminho, apesar de parecer o mais adequado, não é simples e dele derivam caminhos difíceis de serem trilhados, seja pela demanda de uma nova mentalidade, seja pelos interesses políticos hoje existentes. Fronteiras.

 

Turma D –O aquecimento global como fronteira: o que dizem os cientistas e aqueles que nele não acreditam?

 

Nos últimos tempos o aquecimento global, isto é, o aumento da temperatura do planeta devido ao acúmulo de gases poluentes na atmosfera que provoca um incremento da retenção de calor – e irradiação de energia na superfície da Terra – proveniente de ações humanas (inadequadas) na produção da economia, tem sido objeto de debates políticos em torno da sustentabilidade do modelo de desenvolvimento atual.

Diversas são as evidências de que há, em curso, um aumento da temperatura média, no entanto, as causas desse aumento é que se constituem como objeto de debate. De um lado, cientistas que apontam características insustentáveis no modelo de desenvolvimento, pautado em altos índices de produção e consumo, ligados principalmente a um uso indiscriminado dos recursos naturais movido, predominantemente, pela queima de combustíveis fósseis que são poluentes; de outro lado alguns pensadores que consideram a oscilação da temperatura média como um fenômeno natural – próprio dos ciclos do planeta – e que consideram a ação humana um elemento menor na variação da temperatura, portanto, consideram o modelo atual sustentável.

Discutir o aquecimento como uma fronteira implica refletir, com qualidade, a sustentabilidade do modelo atual, seis limites e os princípios que devem orientar nossa conduta como partícipes da vida no planeta Terra.

 

[1] BIASOLI, Felipe Iraldo de Oliveira. – Dinheiro que dá em árvore. Caderno Ilustríssima. Folha de São Paulo, 17 de março de 2019. P. 3

Subtema 6º ano 2019

Borges dizia que se aproximava do mundo, em primeiro lugar, pela literatura. Pode parecer um exagero do bruxo argentino, mas, sem dúvida, vivemos um momento em que os signos e as obras literárias e demais formas de expressão adentram o mundo ofertando significados, torcendo entendimentos, produzindo – em nossas interações, sentidos.

Refletir em torno da relação fronteiriça entre a ficção e a realidade buscando melhores compreensões do mundo em que vivemos é a missão deste grupo.

(MITOS LENDAS CRENÇAS HERÓIS)

FRONTEIRAS ENTRE O REAL E O IMAGINÁRIO; ENTRE O FICCIONAL E O OBJETIVO

 

Turma A – O que faz de um herói, herói? Por que os criamos e gostamos deles?

Podemos dizer que um herói é um ser humano que realiza com coragem, inteligência, honestidade, ética e bravura, algo extraordinário, que tem por finalidade transpor difíceis obstáculos, ou mesmo salvar seu povo de uma situação de risco. O herói é alguém diferenciado entre nós, alguém que enfrenta de peito aberto, e de forma altruísta, os obstáculos do mundo e depois retorna a ser “um dos nossos”.

Entre nós, os heróis gregos são os mais conhecidos, mas há também os super-heróis (esses dotados de superpoderes que ajudam no combate aos perigos e ataques externos e internos) americanos, heróis produzidos nas narrativas históricas, e por ai vai. Em quase todos as narrativas heroicas há um caminho percorrido que pode ser definido pelos passos que seguem:

Através da consulta à jornada de alguns heróis podemos pensar quais razões teriam levado à suas criações e o que será que eles tentam nos ensinar através de suas jornadas, seja da sua condição de herói, seja da mensagem coletiva de suas ações.

 

Turma B – Diálogos cosmogônicos:

Cosmo. Do grego kosmos. 1. Palavra grega que significa “ordem”, “universo”, “beleza” e “harmonia” e que designa, em sua origem, o céu estrelado enquanto podemos nele detectar certa ordem: as constelações astrais e a esfera das estrelas fixas. Por extensão, designa, na linguagem filosófica, o mundo enquanto é ordenado e se opõe ao caos. Cosmogonia. Teoria sobre a origem do universo geralmente fundada em lendas ou em mitos e ligada a uma metafísica. Como não houve testemunhas, as teorias da formação do mundo assentam-se na (cosmogonias religiosas) ou no cálculo (cosmogonias astronômicas).[2]

Em todas as culturas – nos diversos momentos históricos – houve tentativas de organizar, através de narrativas, a origem do mundo e seu funcionamento. Mesmo diante de uma diversidade cultural incrível – no tempo e no espaço – muitas narrativas “cosmogônicas” se aproximam ou quase se repetem, outras se distanciam de tal forma que poderíamos suspeitar que não pertencemos à mesma espécie. Como explicar isso? Haveria algo comum, partilhado, na condição humana e na forma como nos relacionamos com o universo que faz com que narremos de forma aproximada? Como explicar o contrário, isto é, a distância entre representações sociais diversas?

De fato, parece que nunca poderemos responder a essas perguntas, o que não nos impede de conhecer sua diversidade, aproximações e distanciamentos, de tal forma que possamos refinar nossas representações e entendimentos do mundo, afinal, como é mesmo que isso começou, e como se organiza?

 

Turma C – Mitologias Brasileiras e Identidade Nacional.

Boitatá, Curupira, Boto, Saci-pererê, mula sem cabeça, Comadre Fulozinha e muitos outros personagens contribuíram de forma significativa para a produção de uma cultura popular no Brasil – ou seriam culturas? – construindo todo um jeito de olhar para o mundo, de ser e de estar nele. Muitos desses personagens permanecem em nossa memória coletiva produzindo referenciais identitários, mesmo diante de um processo bastante radical de “modernização da sociedade” que os fazem parecer meio ingênuos ou ultrapassados.

A urbanização recente da sociedade brasileira suscitou a construção de novos personagens míticos que vieram a se agregar aos antigos – muitas vezes os substituindo – com impactos importantes na construção da (s) identidade (s) nacional (is).

Prescrutar alguns desses personagens, e suas histórias, atravessando fronteiras entre mito e realidade, e rompendo as fronteiras entre passado e presente para a compreensão da cultura brasileira. Em cada um de nós, e todos nós enquanto grupo, habitam essas lendas e histórias, essas personagens que sugerem que nos perguntemos: quem somos nós?

 

Turma D – Heroínas: entre a ficção e a realidade.

Quais os perfis e os papeis das mulheres nas narrativas ficcionais e históricas? As mulheres, embora presentes em diversas obras de ficção e em todos os momentos e eventos históricos, pouco aparecem como protagonistas nas narrativas humanas. Uma hipótese possível é que os narradores foram, primordialmente, homens que construíram essas narrativas a partir de suas perspectivas. Recentemente, a presença feminina tem sido ressignificada tanto na ficção como nos registros históricos, levando inclusive a um revisionismo da produção anterior, resgatando o papel do feminino na história.

O protagonismo feminino desempenhado por heroínas, super-heroínas, personagens ficcionais e históricas, redefinem o papel do feminino na construção do imaginário coletivo, redefinindo narrativas e, em certas situações, reinventando histórias.

Investigar o protagonismo feminino em alguns mitos e narrativas ficcionais, assim como na história, pode ajudar a compreender e postular novas representações do feminino no mundo contemporâneo que permita reconstruir o papel da mulher na ficção e na produção da história.

 

[1] Adaptado de https://www.youtube.com/watch?v=eOkMdQa3j0w  consultado em 31 de março de 2019 as 22:00.
[2] Obtido em Dicionário de filosofia https://sites.google.com/view/sbgdicionariodefilosofia/cosmo-cosmologia-cosmogonia-cosmovis%C3%A3o acessado em 31 de março de 2019. 20:32.

 

Fórum de Estudantes – 2019

“Relações interpessoais na escola” são mote de projeto amplo de capacitação

O ano de 2019 não havia sequer despontado, mas a direção, coordenação e orientadores do Oficina já estavam com as “mãos na massa”, se instrumentalizando para os novos desafios do novo período letivo à frente.

Conforme tradição, a escola vem investindo intensamente em capacitação do corpo técnico e pedagógico, através cursos, debates, pesquisas, reuniões e parcerias, encabeçadas pelo Núcleo de Orientação Pedagógica (NOP), na tentativa de aprofundar conhecimentos sobre fenômenos da rotina escolar, ampliando o repertório de instrumentos para lidar com os desafios do “educar” na contemporaneidade.

A mais recente parceria foi firmada com a educadora Danila Zambianco, pesquisadora e especialista em “relações interpessoais na escola e a construção da autonomia moral” (Unicamp). O trabalho realizado se estenderá por todos os âmbitos da escola, com “frentes” envolvendo familiares, professores, funcionários, direção e os próprios alunos, na intenção de debater e enfrentar questões relacionadas à mediação de conflitos, reflexividade, protagonismo dos jovens, prevenção de bullying e respeito ao outro.

Os estudos relativos ao desenvolvimento moral e convivência ética fazem parte das competências gerais da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), além de ter respaldo na própria Lei de Diretrizes e Bases (LDB), que aponta a necessidade de promoção de medidas de conscientização, prevenção e combate a todo tipo de violência e intimidação sistemática.

Em dezembro de 2018 ocorreu o primeiro encontro, exclusivo para orientadores, coordenadores e direção. Em março, foi promovido um primeiro encontro com os  familiares de alunos, com palestra de Danila Zambianco sobre o tema “Relações interpessoais na escola e construção da autonomia moral do jovem”. Em abril, demos início a um curso de capacitação com professores e equipe técnica, que durará todo o ano.

Uma parceria que, para nós, fortalece a crença numa convivência ética e em práticas pedagógicas voltadas para o desenvolvimento cognitivo, afetivo e moral dos nossos “meninos e meninas do Oficina”.

Comunicado: Trânsito Colégio Oficina

Prezados e Prezadas,

O fluxo de trânsito nas imediações da Escola, não depende apenas do nosso gerenciamento, embora algumas medidas tenham sido tomadas, a fim de minimizar o impacto dos congestionamentos, tais como: contratação de serviço de monitores de trânsito (conforme exigência da Prefeitura Municipal de Salvador) e colocação de placas sinalizadoras. Para o trânsito fluir, é preciso a participação de todos e relembramos alguns procedimentos:

  • Nunca pare ou estacione em fila dupla; prendendo algum carro ou vaga disponível;
  • Não estacione em esquinas, passeios, portas de garagens, vagas reservadas para pessoas com deficiência e para idosos, pontos de ônibus ou de táxis, ou em outros locais proibidos;
  • Utilize a pista da direita para o embarque e desembarque de passageiros, não abandone o veículo na via;
  • Não fale ao celular ou digite enquanto estiver dirigindo;
  • Diminua a velocidade ao se aproximar das áreas escolares, fique atento às orientações do monitor e das placas de sinalização;
  • Considere as orientações dos monitores e porteiros da Escola;
  • Respeite a canalização. A pista da direita, ao lado do colégio, é reservada para embarque e desembarque, a pista da esquerda é reservada para o fluxo de veículos;
  • Não pare na faixa de pedestre, mesmo que o tempo seja curto.
  • Atravesse sempre na faixa de pedestre, pois é mais seguro;
  • No carro, use sempre o cinto. O cinto de segurança reduz em até 50% o risco de lesões graves ou fatais e deve ser usado tanto nos bancos da frente quanto nos bancos de trás, mesmo em trajetos curtos;
  • Use o cinto de segurança corretamente, por cima do ombro, nunca no pescoço ou debaixo do braço;
  • As gestantes devem usar sempre o cinto, abaixo da barriga. Ele protege a mãe e o bebê;
  • Crianças menores de 10 anos devem, sempre, viajar no banco de trás do veículo. De 0 a 1 ano, no bebê conforto; de 1 a 4 anos, na cadeirinha; de 4 a 7 anos, no assento de elevação; e acima de 7 anos e meio, com cinto de segurança;

Vale ressaltar que quase a totalidade desses pontos levantados são infrações de trânsito, e não podem ser descumpridas, sob pena de multa.

Ressaltamos, também, que a formação das crianças e adolescentes é construída no seu dia a dia, através dos modelos e referências que recebe. A Educação para o trânsito é baseada em ações coletivas. Mais uma vez, agradecemos a parceria e contamos com o apoio de todos na busca de uma convivência harmônica.

 

A Direção.