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Conesco

No dia 20 de julho o Congresso de Estudantes do Colégio Oficina (CONESCO) chegou à  23ª edição, trazendo para o centro das discussões importantes assuntos e inquietações em torno do tema de 2019, “Repensar o Mundo Redesenhando Fronteiras”.

A escolha do tema, como acontece todos os anos, teve como objetivo provocar reflexões sobre aspectos importantes do nosso “novo mundo”, numa tentativa de construir referências que, ao mesmo tempo, possibilitem leitura criteriosa de uma realidade em constante movimento, além de  oportunizar o uso dos recursos que temos à nossa disposição, para a produção de melhores e mais saudáveis modos de vida.

O CONESCO é um dos mais importantes eventos do calendário escolar e tem como objetivo fomentar, através da organização de mesas redondas, a reflexão e o debate entre alunos, professores e palestrantes convidados a respeito do tema do ano e dos subtemas de cada turma. É um momento em que os estudantes contam com a presença de especialistas de fora da escola, para ajudarem a ampliar seus repertórios sobre assuntos que serão, mais à frente, utilizados como base para a construção das apresentações do Oficina in Concert (OIC).

A vice diretora Teresa Vieira, que também coordena o projeto, afirma que há interesse e envolvimento grandes dos alunos, principalmente por conta dessa conexão entre CONESCO e Oficina in Concert: “Eles são exigentes, no sentido de quererem se apropriar mais do conteúdo. A gente percebe que chegam já muito bem informados, mas querem extrair dali ainda mais ideias e informações para ajudá-los, futuramente, no preparo do roteiro de cena do OIC”.
Além de toda a riqueza dos conteúdos trabalhados, o projeto também ajuda a exercitar a autonomia e incentiva o protagonismo dos alunos, que estão literalmente à frente da organização do evento, do começo ao fim, com o auxílio de professores e coordenadores. Os próprios estudantes se envolvem desde o planejamento à execução, o que inclui realização de inscrições, definição e convite dos palestrantes, divulgação interna, recepção dos convidados, ambientação das salas, instalações artísticas, entre outros.
A coordenadora pedagógica Cláudia Cely Pessoa explica que a proposta é produzir todo o embasamento teórico sobre determinado tema, mas também instrumentalizar esses estudantes para o que é a preparação para um congresso, como estabelecer diálogos com a sociedade, como transformar isso também em arte, refletindo sobre de que modos a arte também se coloca neste universo, promovendo mudanças significativas. Na opinião de Cléudia, “Existe ganho pessoal para cada estudante envolvido, mas também para a comunidade enquanto coletividade”.

A aluna Keyla Sacramento, da 2a série do E.M, relata sua experiência: “Sou aluna desde o sexto ano e sou apaixonada pelo CONESCO. É um projeto em que a gente pode participar na organização. Nós procuramos os palestrantes, pesquisamos o tema, montamos as instalações artísticas… É uma coisa da gente, oportunidade de saber mais sobre o tema e como ele se aplica à nossa vida”. Em relação ao tema da sua turma, ela conta: “Esse ano, meu tema é ‘Os limites entre o trabalho formal e o informal’. Acho muito importante debatermos essa questão, já que daqui a poucos anos vamos estar no mercado de trabalho e precisamos saber e discutir sobre as profissões, o mercado, como podemos nos especializar. São temas que vão afetar são só nossas vidas, como toda a sociedade”.

Para Marcelo Faria, consultor temático da escola, a questão das “Fronteiras” é um tema emergente no mundo: “Embora haja um discurso de que não há mais fronteiras, de que as fronteiras estão caindo, acho que na verdade elas estão sendo ressignificadas. Então, se o Estado Nacional, que é a fronteira moderna, talvez já não diga mais quais são os limites do jogo econômico, também para dentro das suas fronteiras o Estado Nacional já não fala mais de uma Nação supostamente pura, ou unívoca. A gente tem que pensar hoje a fronteira como todos os processos de fragmentação e as reconfigurações que acontecem”.

Ele explica, ainda, que este ano o projeto dividiu o tema em várias fronteiras possíveis, desde a questão ética na ciência (estabelecendo seus limites), até a da literatura (como a gente cria as nossas representações?), passando pela questão ambiental, pela tecnológica (real e virtual), pelas questões econômicas, políticas. “No terceiro ano, que talvez seja o tema mais abstrato, chegamos a um debate emergente, que é a questão da fronteira da verdade: como a gente pode pensar quais os referentes de verdade num mundo em que a gente está vivendo, de narrativas que de certa forma apelam para uma “pós-verdade”, quando a gente parece não ter o que opor àquilo que a gente sabe que é mentira?”.

Com debates intensos, muita troca, escuta e aprendizados, o CONESCO foi uma bela prévia da riqueza que deverá ser apresentada pelos meninos e meninas do Oficina no OIC 2019.  Já estamos ansiosos!

Agradecimento Conesco

Prezadas Famílias,

“Repensar o mundo redesenhando fronteiras”

No dia 20/07, a Comunidade Oficina (meninos, meninas, pais, mães, avôs, avós, professores, professoras, funcionários, funcionárias e palestrantes) compareceu, se encantou, se emocionou, se impactou e se surpreendeu com a sensibilidade, a criatividade e a competência das instalações e ambientações do 23º CONESCO- CONGRESSO DOS ESTUDANTES DO COLÈGIO OFICINA -, produto do trabalho realizado ao longo do primeiro semestre, em sala de aula.

Nossos agradecimentos a todos /todas que, direta ou indiretamente,contribuíram para o evento, em especial aos palestrantes, que, de forma generosa e solidária, compartilharem conhecimentos, experiências e saberes.

O próximo passo é a construção do OFICINA IN CONCERT : roteiros de cena, oficinas teatrais, ensaios, para que, no dia 14 de outubro, às 19h30, no Teatro Castro Alves, fiquemos, mais uma vez, extasiados com essa juventude / que segue em frente / E segura o rojão… / que não corre da raia… / E constroi a manhã desejada (Gonzaguinha)

 

Equipe Gestora do Colégio Oficina

SISTEMA BUBBE – CANTINA

A empresa A&C Nutrição inicou a administração da cantina e do refeitório do Colégio Oficina.  Como meios de pagamento existem as alternativas de: dinheiro, cartão de débito ou crédito ou ainda compra antecipada de fichas. Oferecemos também o sistema pré pago Bubbe.

O sistema Bubbe é uma opção de pagamento, cuja adesão deverá ser feita de forma voluntária, pelos responsáveis. As famílias que optarem pelo Bubbe, deverão fazer a adesão diretamente na cantina da escola e fazer as devidas cargas de acordo com a necessidade de seus filhos. O custo do acesso ao sistema é de R$ 20,00, com a validade até o final do ano letivo em curso. Para cada ano letivo há uma taxa anual de utilização do sistema. Os gastos diários e o saldo podem ser acompanhado através de computador ou aplicativo do celular. As recargas poderão ser feitas na cantina da escola ou diretamente pelo sistema, via computador ou aplicativo de celular. Os créditos não tem validade, estando disponíveis para o aluno para os meses seguintes, caso não tenham sido totalmente utilizados no mês da carga/recarga. O responsável pode estabelecer um limite diário, bem como limitar itens de consumo para o uso do sistema pelo aluno. Com o sistema, os alunos retiram as fichas no Totem de autoatendimento através da biometria.

Recarga na cantina: as cargas podem ser feitas diretamente na cantina, sem cobrança de taxa, através de dinheiro, cheque, cartão de débito ou cartão de crédito.

Recarga no site/aplicativo: só serão efetuadas via cartão de crédito, devidamente cadastrado no PayPal. Na recarga realizada via site/aplicativo é cobrada a taxa de conveniência do aplicativo de R$ 1,10 por recarga.

Recarga automática: Além de fazer as cargas sempre que desejar, o sistema Bubbe possui a função opcional de recarga automática, sendo um facilitador, para que o responsável não precise entrar na conta toda vez que for necessário recarregar. Dessa forma você escolhe um valor de recarga automática toda vez que o saldo chegar em um valor estipulado por você. Você pode ativar ou deativar essa função sempre que desejar.

Controle do Orçamento Semanal: Caso deseje é possível fazer esse controle clicando no menu do lado esquerdo na opção “Meus Filhos”, após selecione o nome de seu filho(a) e clique em “Consumo Diário”.

Em caso de dúvidas pode entrar em contato com a Bubbe no telefone 0800 808 0550 email atendimento@bubbe.com.br ou via CHAT on line no site www.bubbe.com.br

 

Estamos à disposição. Atenciosamente,

Cantina A&C Nutrição

COMUNICADO ALMOÇO A&C NUTRIÇÃO

O almoço da AC Nutrição já está disponível no Colégio Oficina! No dia 15/07 o refeitório iniciou o funcionamento, servindo almoço de segunda a quinta feira (e também em outros dias, de acordo com calendário de atividades da escola) de 12:00h às 13:45h.

A comida é preparada diariamente na escola. Não trabalhamos com refeição transportada. O cardápio está disponível no site da escola (www.oficina.com.br  na aba “Instituição”/ Cardápio Cantina), e uma cópia fica afixada na área da cantina. Servimos um buffet de saladas variadas, arroz branco e integral, feijão, guarnição, e três opções de proteína, sendo sempre um grelhado de carne ou frango. Servimos comida caseira, incluindo pratos do dia a dia, como lasanha, estrogonofe, panqueca, rocambole, omelete, empadão, lombo, almôndega, macarrão, purê, legumes cozidos, peixe, e outras preparações variadas, de acordo com cardápio do dia. Seguimos uma linha na direção de uma alimentação saudável, e por isso não trabalhamos com frituras de imersão, temperos prontos, salsichas, amaciantes de carne. Lembramos que atendemos a um coletivo, e essa transição é gradual. Disponibilizamos também opções de bebidas, como sucos, água de coco, refrigerante, chá gelado, e também sobremesas, como frutas, salada de frutas, chocolates, brigadeiro, mousse e barrinhas.

O almoço funciona através de buffet a quilo. O preço do quilo é de R$ 47,90, e o pagamento pode ser realizado à vista, com dinheiro ou cartão de débito, ou ainda pelo sistema pré pago Bubbe, uma ferramenta opcional, onde os pais colocam crédito para seus filhos, e podem acompanhar os gastos pela internet(veja correspondência em anexo). Durante o mês de julho estamos com uma promoção de inauguração, cobrando R$ 39,90 no valor do quilo.

A nutricionista coordena o trabalho, supervisiona a produção, elabora os registros de controle higiênico sanitário e acompanha os alunos no almoço uma vez por semana. Todos os nossos fornecedores são cadastrados, e possuem Alvará de Saúde (não trabalhamos com fornecedores caseiros).

Após um período inicial de adaptação dos alunos, e organização dos detalhes, o refeitório será aberto a toda comunidade escolar, e os pais também poderão almoçar com seus filhos na escola.

Ficamos muito felizes com o início dessa saudável e gostosa parceria. Estamos à disposição.

 

Atenciosamente,

Cantina A&C Nutrição – aecnutricao@gmail.com

Passeio Mundo da Lua 2019

Fisiologia do Amor – 2019

Resultados 2019

para Confira alguns de nossos resultados em 2019:

OLIMPÍADA CANGURU  DE MATEMÁTICA
MEDALHISTAS

  • Miguel Motti de Santana – 6D
  • Guilherme Santos Freitas – 7C
  • Caio Draco Araújo Albuquerque Galvão – 8B
  • Caio Von Czékus Flórez Cabalero – 8C
  • Davi Mengel Costa Coelho – 8C
  • Henrique Anunciação Velloso Silva – 1B
  • Keyla de Jesus Sacramento – 2B
  • João Luiz Araújo Albuquerque Galvão – 6A
  • Júlia Rocha Lucena – 6A
  • Helena Mariza Santa Cruz Freitas Junqueira Moreira – 6D
  • João Vicente Meira Farah Emiliano – 6D
  • Mateus Rocha Lima Ferreira – 6D
  • Raduan Lepikson Midlej – 7D
  • Diogo Coelho Castellanos – 8A
  • Luísa Vídero de Souza Santos – 8A
  • Luma Amarijo Serrão Meira – 8B
  • Ricardo Rocha Bulhões – 8B
  • Danilo Cadena Lima – 8C
  • Isaac Silva Xavier – 8C
  • Janaína Alves Bandeira – 8C
  • David Vaz Macedo – 1B
  • Lara Von Sohsten Ramalho Campinho – 1B
  • Lucas Reis Oliver – 1B
  • Lucca Miranda Nunes – 1B
  • Beatriz Calixto Ribeiro de Lima – 2B
  • Marina Vieira Ziemer – 2B

HONRA AO MÉRITO

  • Guilherme Calheira Sento-Sé Passos – 6A
  • João Rodrigues Queiroz – 6A
  • Lou Pasquali Pereira – 6A
  • Márcio Castro Sampaio – 6A
  • Maria Paula Rego Esper – 6A
  • Pietro Públio Diaz – 6A
  • Bruno Guimarães Bresser – 6C
  • Camila Moreira Martins Beserra – 6C
  • Mel Santa Rosa Beckerath – 6C
  • Sara Federico Povoas – 7A
  • Julia Lemos de Matos – 7D
  • Ângelo Gabriel Almeida Naglieri – 8B
  • João Vitor Guimarães Santos Rocha – 8B
  • Heitor Biagioni Candido – 8C
  • Bryda Liz Figueiredo Morais Peixoto – 9A
  • Carolina de Oliveira Rosa Villalva – 9A
  • Mariana Coelho Pereira Barbosa – 9A
  • Ícaro Cedraz de Oliveira Santos Almeida – 1B
  • Aline Nabuco Lima – 1C
  • Beatriz Latado Braga – 1C
  • Rafael Almeida Azevedo – 1C
  • Luca Torre Villela – 2A
  • Gabriel Sampaio Sobreira – 2B

OLIMPÍADA BRASILEIRA DE MATEMÁTICA (OBMEP)
ALUNOS CLASSIFICADOS PARA A 2ª FASE

NÍVEL I

  • Márcio Castro Sampaio – 6o A
  • Ana Beatriz Froes Pituba – 6o B
  • Júlia Rocha Lucena – 6o A
  • João Luis Araújo Albuquerque Galvão – 6ª A

NÍVEL II

  • Caio Draco Araújo Albuquerque Galvão – 8ª B
  • João Vítor Guimarães Santos Rocha – 8ª B
  • Luísa Vídero de Souza Santos – 8ª A
  • Maria Fernanda Garcia Damaceno – 8ª C

NÍVEL III

  • Lucas Reis Oliver – 1ª B
  • Victor Guimarães Valle – 3ª B
  • João Pedro de Miranda Caldas – 3ª A
  • Ariele Samira Carneiro da Silva – 2ª B
  • Keyla de Jesus Sacramento – 2ª B
  • Lussier Pasquali Pereira – 3ª A

OLIMPÍADA BRASILEIRA DE FÍSICA
ALUNOS CLASSIFICADOS PARA A 2ª FASE

  • Alejandro Rodrigues Huerga
  • Arthur Ferreira de Amorim
  • Davi Roriz Oliveira
  • João Pedro Fernandes Gonçalves
  • Lucas Reis Oliver
  • Nathália Barros de Castro
  • Rafael Lins Queiroz dos Santos
  • Rafael Souza Santana
  • Eduardo Almeida Santos
  • João Pedro de Miranda Caldas

OLIMPÍADA NACIONAL EM HISTÓRIA DO BRASIL (UNICAMP)
EQUIPES NA GRANDE FINAL

Equipe III Triunvirato
Equipe Nísia Augusta

 

Subtema 3ª série 2019

AS FRONTEIRAS DA VERDADE

O período atual tem se caracterizado por uma avalanche de informações provenientes dos mais variados pontos e todas elas requerendo para si um “estatuto de verdade”. Diferenciar o que é verdadeiro daquilo que não é não tem sido fácil para ninguém. As fronteiras estão embaralhadas de tal forma que milhões de pessoas podem reproduzir (com ou sem intenção) uma informação falsa, e torná-la para si – e para os outros – como se fosse verdadeira. Os exemplos estão em toda parte aqui no Brasil e no mundo.

Para complicar nossa situação a arquitetura da internet – em rede – permite que em um prazo muito curto de tempo uma informação (verdadeira, ou não) se dissemine para milhões de pessoas, criando certo consenso sobre aquilo que foi enunciado.

Não se trata de perspectivas diversas sobre fatos ou acontecimentos, ainda que muitas vezes se argumente dessa forma para sustentar uma <<não verdade>>, mas na construção de uma situação em que não se consegue estabelecer critérios de aceitação desse, ou daquele discurso como verdadeiro. Ciência, jornalismo (de investigação), universidade e centros de pesquisa são descredenciados como referentes, criando um lugar de relativismo dos enunciados, cuja extensão parece ser que o VERDADEIRO é aquilo que me convém ou favorece minhas crenças.

Subtema 2ª série 2019

  • O mercado, tornado global, e as fronteiras nacionais: o que podem as sociedades e os Estados Nacionais?
  • Mundo em rede, aonde estarão as fronteiras?
  • Os ricos e os pobres: o deslocamento das fronteiras nas diversas escalas. (Norte – Sul; IDH, super ricos e miserabilidade; países ricos, países pobres e miseráveis)
  • O trabalho formal e o trabalho informal: limites nebulosos entre essas esferas.

FRONTEIRAS ECONÔMICAS

 

Turma A –O mercado, tornado global, e as fronteiras nacionais: o que podem as sociedades e os Estados Nacionais?

Uma rápida observação do material publicado na imprensa nacional e internacional permite identificarmos uma agenda social, senão comum, muito próxima, entre as diversas configurações sócio espaciais dos diferentes países ou blocos regionais. Questões como a queda dos salários médios e o aumento do abismo entre “os de baixo e os de cima”; o recuo de direitos sociais e econômicos (e a luta dos trabalhadores por sua manutenção) diante da (s) necessária (s) reforma (s) do (s) sistema (s) da previdência social, fruto da mudança na expectativa de vida em todos os lugares, etc. são manifestadas em todos os lugares. Essa agenda próxima – para não dizer única – é evidência de um movimento interessante que combina a existência de um mercado global único, que parece operar “sem fronteiras”, com configurações socioespaciais limitadas por Estados nacionais e/ou blocos regionais, com fronteiras claras.

Pensando a partir dessa diferenciação (fronteiras x sem fronteiras) como pensar a necessidade, ou desnecessidade, de se impor limites ao mercado global? O “globalismo” e seu contrário, o neonacionalismo tem ocupado a centralidade nos debates geopolíticos sem que se tenha clareza de qual o melhor caminho a seguir para resolver a difícil equação da convivência de um mercado globalizado “sem fronteiras” e as formações sócio espaciais “com fronteiras”.

Investigar as diferentes proposições do globalismo, do neonacionalismo e as possíveis alternativas é o grande desafio aqui proposto.

 

Turma B –O trabalho formal e o trabalho informal: limites nebulosos entre essas esferas.

Em um artigo primoroso[1] publicado na edição 113 da revista XXXXXX, de outubro de 2011, Robert Neuwirth explicita a coexistência e a inter-relação existente entre os circuitos formais e informais da economia, tese já desenvolvida por Milton Santos sobre o capitalismo contemporâneo. Escreve ele,

Da mesma forma que os favelados vêm construindo os bairros do futuro, vendedores ambulantes e outros empresários ilegais estão criando os empregos do futuro. Nenhum governo, nem organização não governamental, nem empresa multinacional está em condições de repor 1,8 bilhão de empregos criados pelo submundo econômico. Na verdade, a grande expectativa de crescimento na maioria das economias emergentes se esconde nas sombras. Em Lagos, por exemplo, o comércio ambulante transformou-se em enormes empreendimentos ao longo das estradas. (…) Remi Onyibo e Sunday Eze, dois dos líderes da associação de comerciantes em Alaba, afirmam que o mercado movimenta mais de US$ 3 bilhões por ano.

De olho nesse potencial econômico, grandes corporações reconheceram que também podem se beneficiar da força de empreendedores informais. (…) A movimentação financeira decorre principalmente da venda de cartões de recarga de celulares realizada por uma enorme massa de ambulantes independentes que trabalha em barracas improvisadas sob guarda-sóis à beira das rodovias. O comércio sob os guarda-sóis é um mercado muito importante atualmente, avalia Akinwale Goodluck executivo para serviços corporativos da MTN em operações na Nigéria. “Nenhum empresário sério pode dar-se ao luxo de ignorar o comércio sob os guarda-sóis. (NEUWIRTH, R. 2011)

Diversos autores das ciências sociais e da economia, em particular, construíram entendimentos de que haveria uma fronteira clara entre as atividades formais da economia e as atividades informais. O capitalismo globalizado, bastante flexível, tem demonstrado que as fronteiras entre esses circuitos se dissolvem inaugurando formas novas (híbridas) de trabalho e renda. Alguns críticos apontam para a perda de direitos e regulamentação do trabalho (uberização, por exemplo), mas há de se reconhecer – e compreender – que há uma mudança importante em curso e que as fronteiras tradicionais entre as empresas (pouco flexíveis) e os empreendedores individuais – que buscam a sobrevivência nas dobras do sistema – exigem de todos nós clareza das novas relações que ali se compõem. Afinal: de quem é o pedaço?

 

 

[1] Bazar Globalizado Barracos, favelas e cortiços têm surpreendido pela visão inovadora por Robert Neuwirth

 

Subtema 1ª série 2019

  • A CIÊNCIA, A FILOSOFIA E A RELIGIÃO: quem será que tem razão?
  • Os problemas humanos em debate nas fronteiras do conhecimento.
  • Se Deus não existe, tudo pode?
  • Os horizontes da ciência: fronteiras a serem transpostas.
  • Ciência e tecnologia: as novas fronteiras do conhecimento: DNA, nano, etc.
  • Os limites éticos da ciência: o que e quem define o que pode e o que não pode?
  • As tecnologias e as novas fronteiras.
  • Onde estará o limite?

FRONTEIRAS DO CONHECIMENTO # LIMITE ÉTICO DAS DESCOBERTAS

 

Turma A –Ciência e tecnologia: as novas fronteiras do conhecimento: DNA, nano, etc.

A história das ciências é bastante complexa, cheia de bifurcações, desvios, saltos. A descoberta do DNA (Johann Friedrich Miescher1869) impulsionou, ao longo do século XX diversos estudos que botaram a biologia clássica de ponta cabeça, abrindo novos horizontes de descobertas e desenvolvimento do campo científico. Os avanços derivados na agricultura, na engenharia genética, na medicina – e biomedicina –, etc. têm fascinado os cientistas que depositam grandes esperanças para novas conquistas sociais no futuro próximo, desbravando novos campos de atuação desde a produção de alimentos e fármacos, no tratamento de doenças e melhoria nas condições de vida das pessoas na Terra.

Essas inovações implicam, ou deveriam implicar, uma responsabilidade social sobre sua produção, que permita a democratização de acesso às conquistas. Neste sentido, propomos analisar as conquistas da ciência a partir de dois horizontes (duas fronteiras) de ação: examinar os recentes avanços científicos derivados das descobertas do DNA e da engenharia genética; e as possibilidades de se desenvolver estratégias de acesso social à essas conquistas.

 

Turma B –As tecnologias e as novas fronteiras. Onde estará o limite?

O desenvolvimento tecnológico é também um fator importante de ultrapassagem dos limites – das fronteiras – do conhecimento. O telescópio de Galileu permitiu um novo patamar de observação astronômica, assim como a recente revolução microeletrônica permitiu produzir, processar e armazenar muitos dados com impactos significativos na produção científica que se amplia a cada dia. Segundo Sevcenko,

A fronteira do conhecimento se desloca para um novo patamar, especialmente se tomarmos a velocidade de inovação do conhecimento proporcionada pelas tecnologias e os grandes investimentos destinados ao seu desenvolvimento. Os avanços têm deslocado fronteiras em dois sentidos que merecem nossa atenção: no embaralhamento das fronteiras entre as diferentes áreas; e na ultrapassagem de limites conceituais e/ou materiais considerados, até muito pouco tempo, insuperáveis.

Estudar algumas dessas conquistas e a nova agenda que se coloca para o conhecimento é o objetivo de nossa proposição.

 

Turma C –Os limites éticos da ciência: o que e quem define o que pode e o que não pode?

Recentemente, abrindo o portal de notícias UOL me deparo com a seguinte matéria:

O cientista chinês He Jiankui justificou nesta quarta-feira (28/11/2018) a “validade” de seu experimento, no qual afirma ter criado os primeiros bebês geneticamente modificados do mundo sem nenhum tipo de apoio institucional, e anunciou que há outra mulher grávida de um embrião cujos genes também foram modificados[1].

O desenvolvimento do conhecimento científico abre, sem dúvidas, muitas portas para a criação e para o aperfeiçoamento do conhecimento, no entanto, mais do que nunca, marca a importância de uma discussão ética em torno do controle das pesquisas científicas especialmente daquelas que envolvem mutações genéticas, sejam em experimentos com seres humanos, seja com demais formas de vida. Devemos confiar na responsabilidade dos cientistas para com a humanidade ou será necessário criar mecanismos de controle? Quem deve, de fato, controlar a ciência e sob quais critérios? O que está em jogo são os limites – as fronteiras – éticas que não se quer (ou não deve) ultrapassar.

 

 

[1] Veja mais em https://noticias.uol.com.br/ciencia/ultimas-noticias/efe/2018/11/28/cientista-chines-justifica-manipulacao-genetica-e-diz-que-ha-outra-gravidez.htm?cmpid=copiaecola